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O Sport Club Corinthians Paulista e a Caixa Econômica Federal deram novos passos nas tratativas para liquidar o débito de R$ 640 milhões que o clube possui com o banco. Em reunião realizada nesta sexta-feira (16.out.2026), as partes definiram que um novo encontro ocorrerá na segunda-feira (19.out.2026) para avançar nas definições do acordo. Conforme apurações, o objetivo é prever todas as condições e formalizar o entendimento já na semana que vem.
A proposta em discussão envolve a cessão dos direitos de nome ao estádio em Itaquera por 15 anos, em troca da quitação integral do montante. O formato desse modelo contratual ainda está em fase de ajustes e depende de aprovação final de ambas as instituições. A expectativa é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é corintiano, participe da cerimônia de assinatura, caso o acordo seja sacramentado.
Na reunião de sexta-feira, estiveram presentes representantes da Caixa e da diretoria do Corinthians, o ministro Guilherme Boulos, o presidente do clube, seus diretores e integrantes da torcida organizada Gaviões da Fiel. O encontro também contou com a assinatura de um termo de confidencialidade, assegurando que as negociações continuarão em ambiente de cooperação e sigilo.
De acordo com a assessoria de Boulos, a participação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência serviu para estreitar o diálogo entre a sociedade civil organizada e os órgãos federais, reforçando o comprometimento do governo com iniciativas que envolvem clubes esportivos e instituições bancárias.
Em nota conjunta, Caixa e Corinthians informaram que as conversas continuam em curso, “em um ambiente de responsabilidade legal e transparência”. Apesar do avanço, nenhuma das partes confirmou oficialmente a aprovação da oferta pela Caixa. As equipes técnicas ainda avaliam todos os aspectos jurídicos e financeiros antes de dar o aval definitivo.
Além das tratativas com o banco público, o clube terá de negociar o encerramento ou a modificação do contrato atual de naming rights com a fabricante Hypera Pharma, firmado em setembro de 2020 pelo valor total de R$ 300 milhões em 20 anos. Caso o novo acordo seja firmado, poderá haver compensação financeira para desfechar o compromisso vigente.