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A diretoria do Flamengo vai cobrar o Vasco pelos danos à cadeiras do Maracanã na partida diante do Boca Juniors, mas não vai deixar de ceder o estádio de novo caso se atendam as condições previstas pelo edital.
O clube é o gestor do estádio juntamente com o Fluminense por meio da Fla-Flu Serviços. A empresa teve uma briga judicial com a diretoria vascaína para a disputa da semi da Sul-Americana.
Ao final, houve depredações de cadeiras, banheiros e bebedouros do Maracanã, nos setores das torcidas vascaína e argentina, como mostram fotos. No setor visitante, foram 47 assentos, os outros setores estavam ainda sendo contados.
Quando tiver a conta final, a gestão vai mandar a contar para o Vasco. O próprio Ministério Público do Rio Janeiro tem o entendimento que cabe à empresa avaliar danos, fazer boletim de ocorrência e cobrar de quem alugou o estádio.
Isso não impedirá uma nova cessão do estádio desde que atenda as condições relacionadas ao gramado. O edital de concessão prevê a obrigação de ceder o estádio para outros times sem discriminação. Mas também determina que precisam ser atendidas as condições técnicas. A alegação da dupla Fla-Flu era justamente que não havia tempo para recuperação do campo por jogos na quarta (Flu), domingo (Flu) e quinta-feira (Fla).
Em relação ao clássico diante do Vasco, o Flamengo entende que o clube tem direito de escolher o Nilton Santos para mandar o jogo se for do seu interesse. Pelo acordo entre os dois clubes, só há previsão de 50% de torcida para cada lado, sem especificar o estádio. Não haverá oposição ao deslocamento do jogo.
A questão é o MP-RJ que recomendou que o jogo entre Vasco e Boca fosse no Maracanã por questões de seguranças. Questionado, o órgão entendeu que a operação de segurança foi bem-sucedida. Mas não explicou se vai pedir que os clássicos também sejam no Maracanã seguindo a mesma lógica da semi da Sul-Americana.