Voltar
A repercussão negativa pelo iminente acordo entre Corinthians e Caixa Econômica Federal não se resumiu a torcedores. Clubes da Série A também estão se movimentando para encontrar, em conjunto, uma alternativa para impedir que a dívida de R$ 640 milhões do Timão pelo financiamento seja trocado pelos naming rights da arena, por um período de dez a 15 anos.
O Flamengo é o maior opositor da ideia. Desde sexta-feira, quando o Corinthians assinou um contrato de confidencialidade com o banco público, o presidente BAP tem trocado mensagens em busca de adesões para cobrar que o governo federal não conclua o negócio. O Atlético-MG é hoje o primeiro aliado declarado do Rubro-Negro.
Além de protestarem contra o uso do dinheiro público para ajudar um clube de futebol, os times entendem a medida como eleitoreira. Vale a lembrança de que o presidente da República, Lula, é corintiano e havia prometido dias atrás que tentaria uma solução para o financimento da arena. No dia 25 de outubro, ocorre a eleição em segundo turno para definir o novo presidente, e Lula concorre com Flavio Bolsonaro.
Foi o Flamengo quem criticou de forma mais aberta a medida de Lula, às vésperas do primeiro turno, de derrubar as casas de apostas esportivas no Brasil via medida provisória. Na oportunidade, BAP estimou a perda de até R$ 430 milhões em 2027, se as bets não voltarem a operar.
Antes, BAP já havia denunciado na agência de fair play financeiro um suposto conflito de interesses no Vasco. Tudo porque a SAF do clube está sendo comprada por Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, que é presidente do Palmeiras. Imagina-se que Leila assumirá um posto importante no Vasco a partir de janeiro de 2028, tão logo seu mandato termine no Palmeiras. A informação sobre a intenção de Flamengo e Atlético-MG em barrar o acordo entre Corinthians e Caixa foi publicada primeiro pelo jornalista Venê Casagrande.