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Renato Portaluppi e Paulo Pelaipe são dois nomes por demais conhecidos na história o Grêmio. Cada um com seu tamanho, são gremistas históricos com méritos e nenhuma dúvida quanto ao que sentem pelo clube.
Profissionalmente nunca haviam trabalhado juntos até a recente contratação do treinador. Certamente o executivo participou da negociação muito mais do que o atual e ainda iniciante vice-presidente Rafael Lima. Acima deles, claro, há o presidente Odorico Roman, com quem Renato trabalhou, venceu Copa do Brasil e Libertadores e que, por óbvio, apontou o técnico como possível solução no atual momento.
Quando Renato faz repetidas críticas contra as contratações feitas pelo Grêmio e não poupa os critérios usados e as pessoas que foram responsáveis, está mirando alguém, seja um ou mais elementos. O treinador nunca citou nomes, mas deixa clara a direção de suas palavras: dirigentes.
Especular que tais comentários são direcionados contra Odorico Román não faz sentido, ainda que, em 2016 e 2017 o atual presidente não tratasse diretamente dom o técnico os assuntos do Departamento de Futebol. Havia uma ligação direta do comandante com o então presidente Romildo Bolzan.
Também se mostra pouco provável que a metralhadora de Renato esteja apontada para os vice-presidente de futebol. O ex, Antônio Dutra Júnior, foi o grande mentor da atual filosofia do departamento, mas deixou o cargo antes das últimas contratações.
Já o atual vice, Rafael Lima, pouco tempo teve em sua nova e importantíssima função para desempenhá-la, ou até para ser apontado como responsável por uma sutuação tão grave. Resta o executivo de futebol.
Paulo Pelaipe é ativo, conhecedor de mercado e esteve como profissional responsável pelo setor no Grêmio desde o primeiro dia da gestão de Odorico Román. Não há dúvida que aí esteja um alvo bem claro para quem quiser criticar o departamento. Renato Portaluppi fez isto. Não citou nomes, mas deixou bons indícios a quem estava se referindo.