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Um jogador que faz o Flamengo redobrar a atenção contra o Estudiantes (ARG) é o centroavante Guido Carrillo. Esperado para ser titular novamente nesta quinta-feira (22/10), no Maracanã, para o jogo da volta da semifinal da Libertadores, o experiente jogador de 35 anos é um dos maiores “especialistas em jogo aéreo” do mundo.
A frase é simplesmente de Leonardo Jardim, técnico rubro-negro. O português, afinal, tem história com o camisa 9 do Estudiantes. Autor de duas finalizações de cabeça no jogo de ida, em La Plata, na última quinta (15/10), no empate por 0 a 0, Carrillo e Jardim foram campeões quanto estiveram juntos – há mais de uma década. Entenda com o Jogada10.
O ano era 2015. Guido Carrillo, revelado nas categorias de base do Estudiantes, era profissional desde 2011, vindo de uma geração que viu a equipe, à época capitaneada por Juan Sebastian Verón – hoje, presidente do clube – vencer a sua última Libertadores, em 2009, sobre o Cruzeiro. Aos poucos, o então jovem atacante começava a ganhar espaço, marcando cada vez mais gols.
Entre 2012 e 2013, afinal, o argentino fez 39 gols em 136 partidas, chamando a atenção do futebol europeu. Assim, de acordo com matéria da “CNN” da época, o jogador tinha tudo acertado para ir para o Porto (POR). No entanto, a pedido de Leonardo Jardim, fechou com o Monaco para a temporada 2015/16.
Por lá, encontrou um elenco recheado, com excelentes jogadores – especialmente do meio para frente, aliás. Assim, não era titular incontestável. No entanto, fez 31 partidas na edição 2015/16 da Ligue 1, quando o Monaco ficou com a terceira colocação. Na ocasião, Guido foi titular 15 vezes, entrou em outras 16 e marcou quatro gols, com uma assistência.
Na temporada seguinte, a equipe se sobressaiu: venceu o Campeonato Francês com incríveis 95 pontos e 107 gols marcados, encerrando um jejum de títulos que perdurava desde 1999/2000. Não só isso: findou a sequência de quatro troféus consecutivos do já rico PSG. Guido atuou em 18 partidas, sendo titular cinco vezes e entrando em 13 jogos, marcando sete gols e dando uma assistência. Aquela temporada, aliás, marcou o surgimento de um tal Kylian Mbappé, que, aos 17 anos assombrou o mundo marcando incríveis 26 gols, sendo 15 na Ligue 1. Radamel Falcao García foi o artilheiro do Monaco naquela edição, com 21 bolas nas redes.
Leonardo Jardim até seguiu no Monaco até 2019/20, quando saiu para defender o Al-Hilal (SAU). Desde então, rodou times do Oriente Médio, fechando com o Cruzeiro em 2025. Por fim, acertou com o Flamengo em março de 2026.
Já Carrillo manteve-se por anos na Europa. Após duas temporadas e meia no Monaco, saiu para o Southampton, em sua única passagem pela Inglaterra. Lá, não rendeu, acumulando dois empréstimos para o Leganés (ESP). De lá, experimentou-se no Elche por mais dois anos, antes de uma breve parada na China, quando atuou em 2022 pelo Henan Songshan Longmen. No auge de seus 31 anos, era hora de voltar para casa.
Assim, retornou para mais uma passagem no futebol argentino: no Estudiantes, clube que o revelou e que defende até hoje. Nesta segunda vez com a camisa do time do coração, não cansa de fazer gols. Marcou oito em 2023 – ano do retorno -, 14 em 2024, seis em 2025 e já tem nove na conta em 2026. Três deles foram pela Libertadores, sendo um exatamente contra o Flamengo, na fase de grupos, em empate por 1 a 1, no UNO, em La Plata. E adivinhem: de cabeça.
Seus outros dois foram nas oitavas de final, contribuindo na classificação contra a Universidad Católica (CHL), em pleno Chile. Após empate por 1 a 1 em casa, o Estudiantes passou o carro na volta, vencendo por 3 a 0, com dois de Carrillo, sendo um de cabeça.
No jogo da última quinta-feira, o Flamengo tomou extrema cautela com o jogo aéreo adversário. Mesmo assim, Carrillo conseguiu dois cabeceios, sendo um ao gol e outro para fora. Jardim, porém, explicou que a boa marcação em cima do craque fez com que as chances não parassem no fundo das redes.
“Não é fácil marcá-lo. Ele ganhou algumas bolas importantes, mas sempre com duelos muito próximos. Por isso ele cabeceou muitas bolas para a torcida. Por quê? Porque havia uma pressão sobre a bola. Ele não cabeceou nenhuma bola sozinho, sempre teve um duelo, então foi importante. É difícil para os nossos jogadores ter essa capacidade de impacto que o Carrillo tem. Ele é um dos melhores do mundo no jogo aéreo”, disse após o empate por 0 a 0. Na quinta, os times voltam a se enfrentar para saber quem será o segundo finalista da Libertadores 2026.