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Tifanny Abreu viveu uma noite de emoção na sexta-feira, 16, ao conquistar a Supercopa Feminina de vôlei com o Osasco. A equipe paulista venceu o Praia Clube por 3 sets a 0, e a oposta participou da decisão após conseguir uma liminar na Justiça que derrubou provisoriamente o veto da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) à sua atuação em competições nacionais.
Após a partida, a atleta se emocionou ao falar sobre a expectativa pela decisão judicial e desabafou sobre a pressão de precisar provar seu valor dentro e fora das quadras.
“Fiquei esperando essa resposta [da liminar] o dia inteiro. Quando recebi a notícia pouco tempo antes do jogo, eu caí aos prantos. Fui para a quadra com calça, mas levei todas as minhas coisas de jogo na mala. É muito difícil, porque a gente, atleta, tem que brigar todo dia para se provar dentro de quadra. Tem que brigar todo dia treinando, malhando, cuidando do físico”, afirmou Tifanny.
A jogadora também reconheceu que a situação afetou sua concentração antes da decisão, mas destacou que manteve a fé em meio à incerteza. “Eu perdi um pouco do foco, um pouco por causa da ansiedade. Mas eu não perdi a minha fé. Ao mesmo tempo, tenho que me provar também como atleta fora de quadra. É muito difícil”, completou a oposta.
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A Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma liminar que autorizou Tifanny a disputar a Supercopa Feminina de 2026 e a Superliga Feminina 2026/27. A decisão ocorreu cerca de uma hora e meia antes da partida contra o Praia Clube, em São Luís, no Maranhão.
A medida estabeleceu uma multa de R$ 5 mil por partida caso a atleta fosse impedida de atuar em razão do descumprimento da ordem judicial.
A disputa começou após a CBV aceitar as inscrições das jogadoras do Osasco para a temporada, mas deixar o registro de Tifanny pendente. Diante do veto, a defesa da atleta e do clube buscou a Justiça Desportiva e, posteriormente, acionou a Justiça comum.
O pedido de liminar foi negado inicialmente na esfera desportiva. A equipe jurídica recorreu ao Tribunal Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e entrou com uma ação na Justiça comum, que concedeu a autorização provisória.
Na decisão, o magistrado considerou que Tifanny disputa competições femininas no Brasil desde 2017, com autorização anterior da própria CBV. O entendimento também apontou a necessidade de analisar a mudança nas regras e a ausência de um período de adaptação para atletas que já competiam.
Em comunicado, a Confederação Brasileira de Vôlei afirmou que cumpriria a determinação judicial, mas anunciou que apresentaria recursos para tentar reverter a decisão.
A entidade ressaltou que a autorização tem caráter excepcional e provisório e que o caso continua em análise na Justiça Desportiva.
Enquanto o processo segue em andamento, Tifanny conseguiu entrar em quadra na decisão e ajudou o Osasco a conquistar a Supercopa Feminina, em uma noite marcada tanto pelo título quanto pela disputa judicial sobre sua participação nas competições nacionais.