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A eliminação do Flamengo para o Estudiantes nas semifinais da Libertadores iniciou uma forte pressão nos bastidores pela demissão do técnico Leonardo Jardim. A falta de “química” com o elenco rubro-negro se tornou o principal fator que pode antecipar a saída do português, que possui contrato válido com o clube carioca até o fim de 2027.
O relacionamento entre os jogadores e a comissão técnica já apresentava desgastes antes mesmo do confronto contra o Estudiantes, mas o revés no torneio continental acentuou a sensação de que não há mais sintonia no trabalho. A avaliação interna aponta para uma falta de evolução da equipe nas últimas semanas, além de evidentes problemas de comunicação.
As decisões recentes de Jardim não vêm tendo aceitação ou identificação por parte do grupo. O estopim mais recente ocorreu no jogo decisivo da eliminação, quando o treinador optou por iniciar a partida com o meia Arrascaeta no banco de reservas, apesar das sinalizações de que o uruguaio tinha totais condições de atuar durante os 90 minutos.
Apesar de o clima não ser dos melhores, uma saída imediata não está nos planos da diretoria do Flamengo. O departamento de futebol definiu que o foco total agora é o campeonato nacional. No entanto, segundo a ESPN, a quebra de confiança é tão grande que Leonardo Jardim pode ser demitido ao final da temporada mesmo que consiga ser campeão do Brasileirão.
Com a queda precoce na Libertadores, o Flamengo tem apenas o Campeonato Brasileiro para salvar a reta final da temporada. Atual líder da competição com um ponto de vantagem sobre o segundo colocado, o Rubro-Negro disputará mais sete jogos decisivos para tentar assegurar a taça. O próximo compromisso da equipe será contra o Atlético-MG, em duelo marcado para a segunda-feira (26), no Maracanã.