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A expulsão de Neymar no empate por 1 a 1 contra o Bahia segue repercutindo intensamente nos bastidores do Santos. Questionado se a diretoria ou a comissão técnica pretendem aplicar multa financeira ou punição disciplinar interna ao atacante pelo cartão vermelho recebido no intervalo, o técnico Cuca foi taxativo: descartou qualquer sanção imediata e garantiu que não vai expor a principal estrela do time publicamente.
O treinador enfatizou que pretende ouvir as justificativas do camisa 10 e compreender a raiz da discussão com o volante Rodrigo Nestor antes de tomar qualquer postura administrativa.
Durante entrevista coletiva, o comandante alvinegro adotou um tom protetor em relação ao capitão santista, ressaltando o lado humano do atleta e a necessidade de apurar os fatos com equilíbrio:
“Toda ação gera uma reação. A gente tem que entender por que ele teve essa reação, de jogar a bola, de discutir. Quero entender primeiro o lado dele. Não adianta eu vir aqui e falar o que vocês estão pensando ou o que querem que eu fale. Multa, irresponsável… Primeiro preciso falar com ele, entender o que ele disse e o que lhe foi dito. Não vou jogá-lo na fogueira. Com certeza ele deve estar muito sentido. Ele é uma pessoa boa, vou entendê-lo primeiro”, destacou Cuca.
A declaração arrefece a pressão externa sobre a conduta do camisa 10, que se manifestou nas redes sociais de madrugada admitindo o erro por dar margem à expulsão, mas acusando o adversário de oportunismo ao usar a regra antirracismo da Lei Vini Jr. a seu favor.
A postura blindada adotada por Cuca visa manter o vestiário unido em um momento crítico da temporada. Com o cartão vermelho direto somado ao terceiro cartão amarelo recebido na etapa inicial, Neymar será desfalque certo nas próximas rodadas, justamente quando o Peixe necessita de pontuação máxima para seguir sonhando com vaga direta na Copa Libertadores.
O diálogo entre treinador e jogador ocorrerá na reapresentação do elenco no CT Rei Pelé. Sem pressa para medidas drásticas, a prioridade da comissão técnica é reorganizar o ataque — com Philippe Coutinho e Gabriel Barbosa assumindo o protagonismo técnico — e blindar o grupo de ruídos externos antes dos confrontos diretos na reta final do Brasileirão.