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O homem que salvou Abel Ferreira e classificou o Palmeiras
Jogadores do Palmeiras comemoram vitória nos pênaltis contra o Fluminense na Libertadores
Jogadores do Palmeiras comemoram vitória nos pênaltis contra o Fluminense na Libertadores Imagem: Marcello Zambrana/Marcello Zambrana/AGIF

Em seis anos de Palmeiras, Abel Ferreira disputará sua quarta final de Libertadores. Os números são absurdos, mas em 2026 o mérito da classificação não ficou na sua conta.

O Alviverde eliminou o Fluminense, ontem (21), apesar do técnico português. Apesar de sua escalação e estratégia covardes.

A palavra talvez seja forte. Ainda assim, necessária.

Depois de conquistar uma vitória notável no Rio de Janeiro, segurando uma enorme pressão do Tricolor, Abel chegou ao Nubank Parque podendo até empatar. E, a julgar pela quantidade de zagueiros, laterais e volantes na formação inicial, desejando empatar.

Jogando na sua casa, com a força de quem se tornou um gigante continental, o time não parecia lançado à vitória nem no papel nem na prática. Deu um chute ao gol durante todo o confronto — mais do que fez na final contra o Flamengo, em 2025.

Quem resgatou o Verdão das escolhas de sua comissão técnica, foi Carlos Miguel. Depois de salvar a equipe contra a LDU, defendeu o pênalti de Nonato e garantiu que as cinco cobranças convertidas de seus companheiros não acontecessem em vão. Impediu a festa anunciada pelo triunfo no Maracanã de se tornar uma tragédia inesperada na Pompeia. E o fez com humildade: "Meu sentimento é de agradecimento a eles. Há um ano, eu cheguei aqui e não tinha o mesmo sorriso de quando saí do Brasil. Voltei mais maduro, mas essa torcida me deu a alegria de trabalhar. Dentro do CT, me trouxeram o profissionalismo que eu não tinha muito, e me colocaram para cima. E eu pude ajudar hoje", declarou ao final da partida.

Na coletiva, o tradicionalmente menos humilde Abel Ferreira também falou sobre o momento: "Eu ando a tentar bater meus próprios recordes e ainda assim vocês fazem questão de lembrar que eu não sou bom o suficiente. E isso faz com que eu ande sempre à procura de minha melhor versão". Ótima iniciativa.

O futebol é um esporte coletivo. É de sua natureza que uma peça compense a fragilidade da outra, que um seja herói na noite em que o outro foi vilão e todos saiam de campos abraçados.

Os papeis desta quarta-feira ficaram claros. A força do Palmeiras, também.

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