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O Real Madrid exigiu a “renúncia imediata” de Javier Tebas, presidente da LaLiga, depois que ele comparou a estratégia de comunicação do clube à de Joseph Goebbels, ministro da propaganda da Alemanha nazista. A declaração foi feita em uma publicação no X, na última sexta-feira (16).
Tebas escreveu que “a direção do Real Madrid dirige uma orquestra de porta-vozes e a Real Madrid TV lidera o canto. A partitura deles é sempre a mesma: escolher as peças que lhes convêm, repetir as queixas, alimentar a suspeita e apontar o dedo aos inimigos”.
Em seguida, acrescentou: “Esse método lembra os mecanismos de propaganda explorados por Goebbels: repetição sistemática, construção de um inimigo e subordinação dos fatos à narrativa”.
O dirigente afirmou que estava comparando “essas técnicas de propaganda” e “não com uma ideologia”.
O Real Madrid classificou as declarações como “profundamente ofensivas” e “moralmente repugnantes”, afirmando que elas desqualificam Tebas para os cargos de presidente da LaLiga e vice-presidente da Real Federação Espanhola de Futebol.
“A conduta reiterada de Javier Tebas demonstra uma falta de neutralidade, respeito e imparcialidade incompatível com suas responsabilidades institucionais”, declarou o clube.
Tebas respondeu acusando o Real Madrid de tentar “destruir” a LaLiga com reclamações sobre arbitragem.
“O que eles não conseguiram até agora com a (abortada) Superliga Europeia, estão tentando com uma narrativa distorcida da mídia e de seus lacaios”, escreveu.
“Perdi a conta de quantas vezes, em 13 anos, os dirigentes do Real Madrid exigiram minha renúncia ou tentaram me desqualificar… Tudo isso tem um nome: intimidação”, acrescentou.
No sábado (19), José Manuel Rodríguez Uribes, presidente do Conselho Nacional de Desporto da Espanha, afirmou que Tebas deveria pedir desculpas.
“É inaceitável. Não se pode usar os nazistas ou Goebbels como ponto de comparação, especialmente quando se é o presidente da La Liga e se está se referindo a um clube que compete na La Liga. Acho que isso ultrapassa os limites da liberdade de expressão”, criticou.
No mês passado, Tebas já havia acusado o Real Madrid de promover uma “conspiração permanente” em relação às decisões da arbitragem.