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O Brasil conquistou sua segunda medalha no Campeonato Mundial de Ginástica Artística, neste domingo (25), em Roterdã, na Holanda. Após o ouro de Rebeca Andrade no salto sobre a mesa, Flávia Saraiva faturou o bronze na trave.
Esta foi a terceira medalha da ginasta de 27 anos em um Mundial. Ela já havia sido prata por equipes e bronze no solo, em 2023 na Antuérpia (Bélgica).
Terceira colocada nas eliminatórias, com 14,400 pontos, Flavinha fez uma apresentação segura na final e com 6,1 de dificuldade e 8,2 de execução somou 14,300 e garantiu no pódio.
— As notas estavam muito altas. Para estar no pódio tinha que tentar toda a dificuldade. Final é isso. Ela fez o que tinha que fazer, Vamos curtir a medalha, descansar e depois buscar outras e outras — comemorou o técnico da seleção brasileira, Francisco Porath, que chegou a apresentar um recurso para aumentar a nota de execução da brasileira.
A disputa pelo ouro foi acirrada e definida nos critérios de desempate, que levam em conta a melhor execução.
Campeã olímpica em Paris 2024 e bicampeã mundial das barras assimétricas, a franco-argelina Kaylia Nemour ficou com o título com 14,566. A chinesa Zhang Qinying obteve o mesmo desempenho, mas o ouro ficou com a ginasta da Argélia, que recebeu 8,266 contra 8,066 na execução.
Com as medalhas de Rebeca e Flávia, o Brasil soma 27 pódios na história do Mundial de Ginástica Artística. São nove ouros, nove pratas e nove bronzes, que colocam o país em 17º no ranking geral.