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O treinador do time feminino do Cruzeiro, Jonas Urias, deu detalhes sobre a conversa que teve com a equipe no vestiário durante o intervalo da final da Copa Libertadores, quando as Cabulosas encerraram o primeiro tempo com uma desvantagem de 2 a 0 diante do Corinthians. As Brabas chegaram a abrir 3 a 0 no marcador, mas a equipe mineira reagiu e buscou o empate nos acréscimos, em 4 a 4, antes da decisão por pênaltis.
Nas penalidades, os times levaram a decisão para a disputa alternada. Nas últimas cobranças, Milena Ferreira converteu com categoria para o Cruzeiro, e Camila Rodrigues defendeu a cobrança de Gi Fernandes, sacramentando o título inédito para a Raposa.
"Foi uma conversa muito franca, de pontos que a gente deixou de fazer e estavam na nossa estratégia. Dentro do vestiário é olho no olho, elas também estavam com muita gana para resolver os problemas, então foi um vestiário muito falante, e a gente pode corrigir alguns pontos, defensivos principalmente, com os quais a gente estava sofrendo", disse Urias.
"Mas principalmente para encorajar, para que quando a gente passasse do meio de campo, a gente fosse letal, que a gente encarasse cada jogada como se fosse a jogada decisiva, de gol. Então é mérito delas que, mais uma vez, ouvem muito, mas também constroem o que é o nosso desempenho", acrescentou.
A conquista fechou com 'chave de ouro' uma campanha invicta do Cruzeiro durante sua primeira participação na Libertadores feminina: foram quatro vitórias, 12 gols marcados e apenas um sofrido até a final. Urias também fez sua avaliação sobre a conquista:
"A resiliência de cada jogo. Foi, de fato, um título construído. E o sentimento é de orgulho, de muita felicidade. Cada ser humano que faz o Cruzeiro feminino acontecer merece demais esse título", finalizou o treinador.
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