Voltar
Resumo
O grupo Flamengo Maior pediu a abertura de inquérito disciplinar contra o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), por suposto uso político da estrutura do clube. O pedido cita cinco episódios que violariam o Estatuto, incluindo manifestações contra a MP das Bets sem aval do Conselho, faixas contra Lula e o STF em jogos, aluguel do Maracanãzinho para evento político e apoio explícito a candidatos. A solicitação está sob análise do Conselho Deliberativo e os fatos ainda serão apurados.
O Grupo Flamengo Maior pediu a abertura de investigação disciplinar contra o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, por possível uso político da estrutura do clube. A representação foi encaminhada ao presidente do Conselho Deliberativo, Ricardo Lomba, que deverá analisar o pedido.
A Agência RTI Esporte apurou que o documento aponta cinco episódios que, segundo o grupo, podem configurar violações ao Estatuto do clube. A representação questiona a divulgação de uma entrevista de Bap na FlamengoTV e nas redes sociais oficiais do clube.
O conteúdo abordou críticas à chamada MP das Bets às vésperas do primeiro turno das eleições. O grupo também cita o uso da camisa rubro-negra com a frase "Proibir não é proteger" em jogos contra Santos, Fluminense, Bahia e Estudiantes.
Segundo o documento, a campanha não teve aprovação do Conselho Deliberativo. Outro ponto envolve faixas com mensagens políticas contrárias ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante Flamengo x Fluminense.
A lista inclui o aluguel do ginásio do Maracanãzinho para um evento político ligado à Assembleia de Deus e à candidatura de Flávio Bolsonaro. O quinto episódio é um vídeo publicado no Instagram em que Bap, identificado como presidente do Flamengo, pede votos para o então candidato a deputado federal Dr. Luizinho.
O Grupo Flamengo Maior cita os artigos 24, 50 e 59 do Estatuto do Flamengo. A representação questiona o possível uso do nome, da imagem e da estrutura do clube para fins político-partidários e eleitorais.
O documento pede que Ricardo Lomba encaminhe a solicitação para análise e abertura da comissão de inquérito. Até a divulgação do pedido, não havia confirmação da instauração do procedimento. As situações relatadas ainda precisam ser apuradas, e não há decisão que comprove infração disciplinar por parte de Bap.