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Em sua coletiva de apresentação no Caxias, o técnico Thiago Gomes abordou os desafios do seu retorno ao Estádio Centenário e ressaltou a vantagem de poder liderar do zero o processo de montagem do elenco para a temporada de 2027. Avaliando o grupo que encerrou as competições deste ano, o comandante não descartou a permanência de alguns nomes, mas deixou claro que a reformulação será profunda e que os remanescentes passarão por um filtro junto às novas opções de mercado.
Thiago Gomes explicou que a rotatividade de atletas é uma característica do futebol das divisões nacionais inferiores em relação aos clubes das Séries A e B, que possuem contratos mais longos.
— Nas equipes das Séries C e D, a reformulação de uma temporada para a outra é algo natural. Cerca de 70% a 90% dos contratos se encerram ao fim do ano. Após os acordos formais com a diretoria, inicia-se o trabalho de montagem do novo grupo. Neste momento, recebemos centenas de nomes de todas as posições: o presidente Junior Santolin, o vice Ranielli Cechinato, a comissão técnica, a análise de desempenho e o executivo Fernando Leite. Nós fazemos um filtro em cima do perfil que desejamos para o Caxias. Os atletas que estavam aqui estão incluídos nessa avaliação, mas o alto volume de opções no mercado nos ajudará a definir quem realmente vale a pena manter — detalhou o treinador.
Questionado sobre a média de idade ideal do grupo — e a divisão entre juventude e experiência —, Thiago Gomes recorreu a dados científicos da fisiologia do esporte para fundamentar o perfil que deseja para 2027.
— A fisiologia do exercício e as pesquisas científicas de alto rendimento mostram que o auge de qualquer atleta ocorre entre os 27 e os 31 anos. É nessa faixa etária que se encontra o ápice físico, mental, tático e técnico. Por isso, a nossa média de idade principal estará concentrada entre 26 e 32 anos. Teremos uma porcentagem menor destinada a jovens apostas sub-23 e outra fatia para atletas experientes acima de 32 e 33 anos, garantindo o equilíbrio de performance — justificou.
Apesar da abertura para jovens promessas, o treinador fez questão de enfatizar que as posições centrais do time deverão contar com atletas provados e rodados no futebol brasileiro.
— Algo de que não abro mão é uma espinha dorsal formada por goleiro, zagueiro, volante, meia e centroavante. Essa espinha dorsal tem que ser feita de jogadores que têm performado nos últimos anos. O nosso camisa 10 titular, por exemplo, não pode ser uma aposta. Eu gosto de jogar com o meia com performance nos últimos 2, 3 anos de carreira. Em 2024, tínhamos o Tomas Bastos, que viveu grandes momentos conosco. Aqui no Caxias eu joguei no 3-4-3, cheguei a recuar o Tomas para atuar como segundo volante, qualificando o passe vindo de trás. Então temos algumas variações também — concluiu Thiago Gomes.