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Buscando ajudar o clube que vive um dos piores momentos de sua existência, torcedores e conselheiros do Joinville criaram o "Pacto pelo JEC" para ajudar a pagar as contas do clube.
A campanha para ajudar o clube começou no dia 6 de outubro deste ano nas redes sociais e, aos poucos, mobilizou uma grande comunidade de torcedores.
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No momento, o pacto já soma mais de R$ 108 mil para ajudar com as despesas atuais do clube, que atualmente são de aproximadamente R$ 430 mil.
Até então, o balanço da mobilização é o seguinte:
Qual o próximo passo do pacto?
Agora, o próximo passo do "Pacto pelo JEC" será pedir aos antigos sócios para que regularizem a situação junto ao clube, e para que a comunidade contribua com doações de qualquer valor.
A ação continua funcionando de forma independente à direção do clube, com um levantamento público e transparência das contas, disponível através do site: pactopelojec.com.br.
Dentro das quatro linhas, o Joinville está disputando a Copa Santa Catarina, campeonato onde é o vice-líder, com dois pontos atrás do Figueirense.
Entre os anos de 2011 e 2015, o Joinville vivia seu auge, escalando as divisões e, em quatro anos, saindo da Série D e chegando à Série A, conquistando dois títulos nacionais no trajeto.
Porém, após chegar à elite do futebol brasileiro, o clube catarinense viu a boa fase desaparecer. Seu primeiro ano na Série A depois de quase três décadas fora foi desastroso, ficando praticamente todo o Brasileiro de 2015 na zona de rebaixamento.
Após isso, ele foi rebaixado para a segunda divisão e entrou em uma espiral negativa, saindo da Série A em 2015 para a Série C em 2017.
Depois de um ano de resultados ruins e atrasos em premiações e salários, o clube anunciou uma redução radical da folha salarial e em 2018 amargurou outra queda, agora para a Série D.
O baixo desempenho do clube dentro das quatro linhas afetou os cofres da instituição, visto que, em 2015, durante a Série A o JEC chegou a ter aproximadamente 12 mil sócios e três anos depois, agora na Série D, os sócios eram 2,8 mil.
Com as quedas e desistências de sócios, a receita já não acompanhava mais a estrutura montada anteriormente.
Naquele período, o faturamento mensal foi de aproximadamente R$ 167 mil, enquanto as despesas se aproximavam de R$ 1 milhão.
Com a grande crise financeira, o Joinville foi levado à Justiça e, em maio de 2022 o clube protocolou um pedido de recuperação judicial.
No documento apresentado, o clube demonstrou uma dívida de R$ 46 milhões em valores referentes a 2018, dentro de um passivo que já se aproximava dos R$ 50 milhões.
O pedido foi acatado e, em 2023, o plano foi homologado envolvendo R$ 21,1 milhões em dívidas, sendo R$ 13,8 milhões trabalhistas.
O cronograma previa pagamentos por até dez anos. Porém, nem toda a dívida estava ali.
Naquela época, cerca de R$ 20 milhões em débitos tributários, incluindo obrigações relacionadas a INSS e FGTS, estavam fora da recuperação judicial.
A Justiça chegou a determinar a penhora do Centro de Treinamento do Morro do Meio, medida contestada pelo clube.
Em 2026, o Joinville disputou a Série D nacional, porém, foi eliminado na primeira fase do campeonato, terminando na 5ª colocação do Grupo G.
Porém, esse não foi o único resultado ruim do clube catarinense em 2026, visto que, no estadual ele também teve uma campanha muito abaixo terminando na lanterna do seu grupo com apenas 1 ponto em 5 jogos, sendo mandado automaticamente para o quadrangular de rebaixamento.
Juntamente dele foram colocados na disputa do rebaixamento: Marcílio Dias, Carlos Renaux e Figueirense.
Na disputa, o Joinville somou somente três pontos em seis jogos (uma vitória e cinco derrotas) terminando como lanterna do quadrangular e sendo rebaixado no estadual pela primeira vez em sua história.
Com a combinação dos dois resultados, o Joinville vai disputar a Série B do Campeonato Catarinense em 2027 e não terá divisão no Campeonato Brasileiro.