Voltar
⚡ Máquina Fast
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx
A Globo espera aumentar a arrecadação com a Fórmula 1 na temporada de 2027. Com a garantia de dois brasileiros no grid (Gabriel Bortoleto e Rafael Câmara), mudanças no calendário e números registrados em parte das disputas em 2026, a emissora subiu o preço das cotas nacionais para R$ 135 milhões.
A primeira diferença está na forma como a companhia está apresentando o projeto ao mercado. Em 2026, o grande mote era o retorno da categoria para a Globo, depois de ser exibida pela Band de 2021 a 2025.
Para 2027, o mote passa ser “O futuro chega primeiro nas telas da Globo”, em uma aposta no surgimento de uma “geração de ouro” na principal categoria do automobilismo mundial, impulsionada por nomes como Kimi Antonelli, Gabriel Bortoleto, Isack Hadjar, Oliver Bearman e até mesmo Rafael Câmara, brasileiro anunciado pela Haas nesta quinta-feira (15).
A Fórmula 1 seguirá com 24 Grandes Prêmios no ano que vem, mas passará a contar com 10 finais de semana com o formato de corridas sprint. A mudança foi realizada pela categoria por entender que a audiência será potencializada.
A Globo separa a cobertura da Fórmula 1 em quatro frentes, com TV Globo, Sportv, digital e social. No digital, estão os portais Globo Esporte, Globo.com e G1, além da GeTV e da plataforma de streaming Globoplay. A parte social inclui a “ViU”, área de marketing de influência da companhia.
O projeto envolve a transmissão dos eventos da F1 (corridas, sprints, treinos classificatórios e treinos livres), aquecimento no Sportv, chamadas, flashes ao vivo, cobertura editorial, séries e quadros especiais, programa dedicado, mídia de sustentação no Sportv, cobertura nas plataformas digitais da Globo e redes sociais proprietárias da Globo.
A variação das cotas nacionais reflete o aumento em todas as plataformas do ecossistema. A cota da TV Globo passou de R$ 100 milhões para R$ 103 milhões. Enquanto isso, a do Sportv subiu de R$ 11 milhões para R$ 14,7 milhões.
As entregas digitais cresceram de R$ 11,2 milhões para R$ 13,5 milhões, com o Globoplay avaliado em R$ 2,4 milhões e a estrutura de marketing de influência em R$ 1 milhão.
Em 2026, Chevrolet, Heineken, Santander, Claro e 99Food foram as patrocinadoras da cobertura. As marcas podem exercer a segunda prioridade de oferta até o dia 6 de novembro, atrás apenas das patrocinadoras globais da Fórmula 1 (Aramco, AWS, DHL, Grupo LVMH, Heineken, Lenovo, MSC Cruzeiros, Pirelli, Qatar Airways e Salesforce), que têm prioridade até o dia 29 de outubro.
Apesar de o plano comercial prever a negociação de seis cotas, a Globo poderá ampliar o número de parceiros do projeto ao longo da temporada, sem prejuízo às marcas que comprarem um espaço.
Os números de audiência gerados pela emissora no retorno da categoria em 2026 acompanham a valorização. Em 11 Grandes Prêmios transmitidos até o final de julho, a Globo alcançou 57 milhões de espectadores.
De acordo com dados do plano comercial, a transmissão na TV aberta registrou, em média, quatro vezes mais audiência e alcance por exibição do que a Band, responsável pela transmissão em 2025.
No Sportv, audiência e alcance foram três vezes maiores do que os mesmo GPs no canal fechado da Band, o BandSports, com 8 milhões de pessoas alcançadas. A companhia também gerou 150 milhões de visualizações de vídeo e 8 milhões de interações nas publicações sobre a F1.
Um dos principais destaques foi o GP da Grã-Bretanha, que atingiu 18 milhões de espectadores no Brasil, a maior audiência da prova em oito anos e o maior público mundial de uma corrida de F1 desde 2020.
Para 2027, a Globo prevê gerar um total de 5,1 bilhões de impactos de mídia com a cobertura da Fórmula 1.
Na TV Globo, a estrutura de entregas comerciais se manterá com a transmissão de 15 GPs ao vivo, 9 compactos e 6 pódios no programa Esporte Espetacular, totalizando 526 inserções comerciais, contra 522 em 2026.
O salto nas entregas ocorrerá no Sportv, que, além dos 24 GPs ao vivo, passará a transmitir as 10 Corridas Sprint e os 10 treinos classificatórios Sprint, contra apenas 6 de cada no ano anterior, por conta das mudanças no calendário da própria F1. Com isso, o total de inserções da marca no canal fechado passará a ser de 1.903 (470 a mais do que em 2026).
No ambiente digital, a promessa de impressões subiu de mais de 150 milhões para mais de 207 milhões, enquanto os impactos nas redes sociais da ViU foram arredondados de 18 milhões para 20 milhões.