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São Paulo, Brasil
Assustado.
Foi assim que Seedorf ficou ao saber da demissão de Marcelo Paz.
O próprio executivo o avisou que estava sendo mandado embora.
E que o gerente Júlio César, ex-goleiro, assumiria seu lugar.
O holandês, que fará sua estreia amanhã, no banco de reservas, comandando o time diante do Vasco, teve outra péssima surpresa.
O edema na coxa direita de Memphis é mais grave que parecia. E ele não enfrentará o time carioca, em São Januário.
Sem ele, para o treinador holandês, o Corinthians perde muito em personalidade em campo. Assim como foi no frustrante empate contra o Bahia, em Itaquera.
Seedorf tratou de preparar a equipe com uma mudança inesperada, até para os jogadores.
Tratou de manter Angileri na lateral esquerda. Bidu entrará na equipe como ‘falso’ meia esquerda. Na vaga de Memphis. Ou seja. Seedorf quer explorar o lado esquerdo fechado.
Ou seja, com a bola, Bidu poderá usar a sua melhor característica, que é atacar. Mas quando o Vasco estiver no ataque, vai ajudar Angileri, como ‘segundo lateral esquerdo.’
O novo treinador corintiano já percebeu que a principal falha corintiana está na marcação.
Ele ficou ainda mais tenso com a ausência de Raniele, melhor marcador do elenco, que fez uma artroscopia no joelho esquerdo e só voltará a atuar em 2027.
Gabriel Paulista, Carrillo, Alex Santana, Vitinho também não jogarão, contundidos.
Seedorf treinou a equipe no esquema 4-5-1, com apenas Yuri Alberto mais avançado. Gui Negão, também atacante, terá a missão de ajudar a fechar o meio-campo.
Ele quer o Corinthians compacto, vibrante, com grande poder de marcação. Já percebeu que não tem material humano para fazer o que gosta: atacar.
O time tem 33 pontos. Precisa, teoricamente, de mais 12, nas sete partidas restantes.
O presidente Osmar Stabile teve uma reunião com Júlio César, chefes da principal torcida organizada, a Gaviões, Seedorf e Memphis.
Nesta conversa de ontem, no Centro de Treinamento, Stabile avisou que está buscado adiantamentos dos patrocinadores para pagar os dois meses restantes de direito de imagem, que estão atrasados. Ele pagou um mês, antes do jogo contra o Bahia.
E avisou oficialmente a Memphis e a Seedorf que haverá uma premiação especial, para o time não ser rebaixado.
Stabile conseguiu a promessa dos torcedores que os jogadores serão apoiados até o final do Brasileiro. Seedorf reforçou que mais pressão agora, cobranças, só serviriam para tirar mais ainda a confiança de um elenco desacreditado.
O treinador holandês pediu união nesta reta final de campeonato, para fugir do rebaixamento.
E destacou que o mais do que promessa de dinheiro, a equipe está precisando de confiança, apoio.
As sessões com a psicóloga Anahi Couto aumentaram muito.
Seedorf segue acreditando que a salvação do time será mental.
Mas, por via das dúvidas, montará o Corinthians bem mais defensivo, e menos exposto, do que era com Fernando Diniz...