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O Palmeiras adotou uma postura "medrosa" e flertou com o risco de eliminação em casa na Libertadores, avaliou Danilo Lavieri no UOL News Esporte, do Canal UOL.
O time avançou à final da Libertadores ao eliminar o Fluminense nas penalidades, mas a atuação com derrota por 1 a 0 foi questionada por Lavieri, que criticou a estratégia de Abel Ferreira.
Eu achei a estratégia do Palmeiras medrosa para jogar em casa, do jeito que jogou. (...) O problema de você tentar controlar um jogo numa vantagem mínima é que, a qualquer momento, a sua vantagem vai pro saco. É toda bola, um cruzamento, é toda bola testando o coração do torcedor e obviamente do time. O Palmeiras tinha que ter jogado mais. Tinha que ter proposto mais.
Danilo Lavieri
Na leitura do colunista, o Palmeiras repetiu no Nubank Parque a ideia de "amarrar o jogo" que tinha usado no Maracanã e pagou o preço quando tomou o gol do Fluminense no fim. Para ele, o time mostrou em partidas recentes que tem repertório para ser mais agressivo.
Arnaldo Ribeiro avaliou que o roteiro faz parte do "modo Abel" em mata-mata: quando está em vantagem, o time costuma administrar e conviver com o "limite tênue" do placar curto. Ele também apontou uma mudança de ambiente quando a decisão vai para os pênaltis.
O Palmeiras, com o Abel, sempre será assim. No mata-mata, quando ele está em vantagem, ele administra vantagem. (...) Esse desfecho, decisão por pênaltis, já foi um grande trauma na vida do Palmeiras. Hoje já é diferente. Hoje o Palmeiras joga também pelos pênaltis. E o Carlos Miguel salvou a pele do Abel.
Arnaldo Ribeiro
Walter Casagrande reforçou a crítica ao plano de jogo e colocou a substituição de Flaco López como um ponto central da discussão. Para ele, o Palmeiras perdeu presença na área justamente quando passou a cruzar mais, e deu campo para o Fluminense.
O jogador que é o artilheiro do time, o jogador que está na seleção da Argentina, o jogador que acabou de jogar uma Copa do Mundo e você está jogando em casa uma decisão, uma classificação. Você não pode tirar o cara em 30 minutos se o jogo está em aberto. (...) Depois que ele saiu o Palmeiras fez diversos cruzamentos. Quem era alto na área no ataque do Palmeiras para cabecear? Era só o próprio López. Ele não estava mais.
Walter Casagrande
Mauro Cezar Pereira foi na mesma linha ao classificar a atuação como "absurdamente pragmática" e disse que o time, com o investimento que tem, deveria impor mais o jogo em casa.
Um jogo absurdamente pragmático do Palmeiras. Com tanto investimento para você jogar em casa com vantagem e chutar uma bola no gol aos quase 41 minutos do segundo tempo quando já perdia por 1 a 0. A saída do Flaco, de fato, é um negócio difícil de entender. Você já não tem o Vitor Roque. Aí você tira seu outro ótimo atacante para colocar um jogador que não está nesse nível.
Mauro Cezar Pereira
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