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Resumo
Liderado por Neymar, o Santos venceu o Fluminense de virada por 2 a 1 no Maracanã. Após Castillo abrir o placar para os mandantes, o camisa 10 assumiu o papel de articulador do quarteto ofensivo no segundo tempo, iniciando a jogada do gol de Gabigol e abrindo caminho para a virada com Philippe Coutinho. Bastante elogiado pelo técnico Cuca por sua entrega tática e competitividade, Neymar também acertou uma bola na trave, sendo decisivo na vitória santista na reta final do Brasileirão.
Neymar não marcou, mas deixou o Maracanã como um dos principais personagens da vitória do Santos por 2 a 1 sobre o Fluminense. Em uma tarde na qual dividiu o ataque com Gabigol, Philippe Coutinho e Everton Cebolinha, o camisa 10 teve liberdade principalmente no segundo tempo e assumiu o papel de articulador do quarteto ofensivo santista.
Na primeira etapa, porém, o Peixe encontrou dificuldades para fazer a estrutura funcionar. O Tricolor controlou boa parte do primeiro tempo e saiu na frente aos quatro minutos, após cobrança de escanteio que terminou com o gol de Castillo. Na frente, o time paulista tentou levar perigo, mas o camisa 10 só incomodou Fábio na última jogada.
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A dinâmica mudou após o intervalo. Com o Santos mais compacto e os jogadores ofensivos mais próximos, Neymar passou a ter ainda mais liberdade para circular pelo campo. O camisa 10 apareceu entre as linhas, participou da construção e ajudou a acelerar as jogadas diante de um Fluminense que perdeu força na marcação.
Aos quatro minutos, Neymar iniciou a jogada do empate. Ele recebeu pelo meio e encontrou Rodinei, que cruzou de primeira para Gabigol completar. O lance simbolizou a função exercida pelo camisa 10: menos preso a uma posição e mais responsável por conectar os jogadores de frente.
Quatro minutos depois, o Santos virou. Bontempo recebeu pela direita e cruzou para Philippe Coutinho aparecer na área e marcar de cabeça seu primeiro gol pelo clube. A sequência mostrou a força do quarteto quando conseguiu encontrar espaços e jogar de forma mais próxima, com Neymar, Gabigol, Coutinho e Cebolinha alternando posições e participações nas ações ofensivas.
Depois da virada, Neymar continuou como referência na criação. Em uma das principais oportunidades da etapa final, recebeu em condição para finalizar e acertou a trave. Em outro lance, ficou perto de ampliar, mas mandou a bola por cima. Faltou pouco para a atuação consistente terminar também com um gol.
A participação de Neymar, no entanto, não ficou restrita ao que fez com a bola. Cuca destacou justamente o comportamento do atacante sem ela. O treinador afirmou que o camisa 10 correu muito, baixou a linha e encurtou espaços, além de classificar aquela como a partida em que mais competiu e jogou bem desde sua chegada ao comando do Santos.
"Neymar estava cansado porque ele correu muito. Não sei os números dele, mas como é bom ver o jogador competindo, baixando linha, encurtando espaços. Da minha estada foi a partida em que mais competiu e jogou bem. Uma pena a bola ter dado na trave e a outra passar por cima. Fez um grande jogo", enalteceu.
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A atuação também reforçou a importância do camisa 10 na construção do novo momento do Santos. Aos 34 anos, o jogador não precisou marcar ou dar uma assistência oficial para ser decisivo na vitória. Ele participou da origem do primeiro gol, criou oportunidades e ainda levou perigo diretamente ao gol de Fábio.
Sem outras competições no calendário até o fim do ano, o Alvinegro Praiano concentra suas atenções na reta final do Brasileirão. Assim, a equipe terá dois compromissos consecutivos diante da torcida na Vila Belmiro: primeiro, contra o Bahia, no dia 24, e depois diante do rival Palmeiras, no dia 28.
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