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O técnico Dorival Jr. falou sobre seu futuro no São Paulo após a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, no sábado (17), e destacou o cenário de indefinição provocado pela eleição presidencial do clube. Com contrato até o fim do ano, o treinador afirmou que o futuro da comissão técnica deverá ser decidido de acordo com os interesses do Tricolor e que o próximo mandatário não tem obrigação de renovar seu contrato.
— Sempre acredito em um planejamento. Como uma empresa, um clube também depende muito de ser assertivo nesses momentos. Estamos vivendo uma situação um pouco diferente, teremos uma eleição, ninguém sabe o que deve acontecer. Meu contrato vai até o fim do ano — afirmou Dorival em entrevista coletiva.
Dorival disse que pretende deixar material preparado para a próxima gestão e ressaltou que considera esse cuidado parte de sua responsabilidade profissional. Para o treinador, a decisão sobre uma eventual renovação deve levar em conta os interesses do clube.
— Por obrigação, tenho que preparar algum material que eu possa deixar, independentemente da continuidade ou não. Tenho que ter esse nível de profissionalismo com quem aqui entra. O próximo presidente não tem obrigação nenhuma de renovação, tem que saber o que é melhor para o São Paulo. O que temos é que deixar o melhor possível — declarou.
O técnico também apontou o trabalho com as categorias de base como parte do legado que busca construir no Tricolor.
— O nosso legado é dentro de campo. O que estamos tentando fazer é um trabalho com as categorias de base do clube — completou.
Questionado também sobre a possibilidade de reduzir o salário para permanecer no São Paulo, Dorival afirmou que a questão financeira não foi um entrave para seu retorno ao clube. O treinador deixou em aberto uma nova conversa.
— Esse não foi um problema para que eu pudesse estar aqui hoje. Tanto é que conversei muito bem conversado e tudo que foi possível fazer aconteceu. No momento certo, as pessoas irão conversar, caso haja o interesse. Respeito muito isso. Primeiro temos uma eleição. Após ser definido quem presidirá o clube, a partir daí, é natural que ele tenha todo direito de escolher os melhores profissionais para estar ao seu lado — finalizou.