Voltar
Aos poucos, o torcedor do Caxias vai conhecendo o método de trabalho que norteará o departamento de futebol para a temporada de 2027. A grande novidade nos bastidores fica por conta da metodologia adotada pelo novo executivo de futebol do clube.
Ex-atleta com bagagem no futebol brasileiro e internacional, Fernando Leite revelou ser um gestor focado em processos, autoclassificando-se como um profissional "chato" e meticuloso na busca pela excelência operacional.
— Treine, se dedique. O atleta virá para um clube que honrará seus compromissos, que possui estrutura e que dará todas as condições de trabalho. Vamos nos preocupar com a alimentação, com a suplementação, com os locais de treinamento e com a nossa logística. Por que? Para podermos entregar resultados no gramado. E, para entregar resultados, precisamos beirar a perfeição e a excelência em todos esses departamentos. Nisso, eu sou muito exigente. O Caxias está trazendo um cara chato nessa parte — afirmou Fernando Leite.
Fernando Leite admitiu que faz questão de acompanhar pessoalmente todas as etapas do dia a dia do Estádio Centenário para garantir que tudo funcione em plenas condições. Essa obsessão pelo detalhe e pela organização foi lapidada durante sua passagem pelo futebol europeu.
— Eu sempre gostei dessa parte operacional: gosto de ver tudo funcionando perfeitamente, ver as coisas no seu devido lugar e respeitar os processos, com cada profissional atuando dentro da sua área. Na Suíça, onde trabalhei por quatro anos e meio, aprendi que não é o profissional que vem de fora quem deve adequar o clube à sua realidade individual. O povo suíço é extremamente detalhista e pontual. Por isso eles produzem os melhores relógios do mundo. É tudo rigorosamente regrado. Trouxe essa disciplina para a minha vida e para a minha gestão fora de campo — explicou o dirigente.
Além do aprendizado e da disciplina absorvidos na Europa, o executivo ressalta que a sua maior escola na gestão esportiva veio da humildade do futebol de base no interior do Brasil, em sua primeira experiência como dirigente no Nacional de Rolândia-PR.
— Quando cheguei ao Nacional de Rolândia — um clube pequeno do interior do Paraná, a 25 quilômetros de Londrina —, vivi a minha verdadeira faculdade no futebol. Foi ali que me ensinaram como se faz a supervisão de um clube na prática. Foi ali que carreguei cama nas costas, montei alojamento debaixo de arquibancada, aprendi a cortar gramado e decorei todas as medidas utilizadas dentro de um campo de futebol. O gestor precisa saber conversar com todos os funcionários em pé de igualdade e conhecer profundamente a realidade de cada função — finalizou Fernando Leite.