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Os dois maiores campeões da Copa do Brasil, Grêmio e Cruzeiro, 11 títulos reunidos, se encontrarem em Porto Alegre em situações contrastantes: os gaúchos para fugir da Z4, e os mineiros para ter vaga na Libertadores.
Ambos tensos, porque vindos de maus resultados e cobrados por suas torcidas com a amabilidade que caracteriza tais ocasiões.
E logo ficou clara a diferença técnica entre os dois times, com Weverton sendo chamado a intervir duas vezes, em chutes de Arroyo, antes que um pênalti discutível redundasse em gol gremista, aos 16 minutos, em cobrança de Carlos Vinícius.
O Cruzeiro manteve o predomínio e empatou seis minutos depois com Kaio Jorge.
Era um verdadeiro pega pra capar, com os dois times pilhadíssimos e uma arbitragem paulista que não se impunha, quase expulsa de campo por Kannemann.
E numa blitz intensa tricolor, a bola mal desviada pela defesa celeste acabou nos pés de Pavón que, aos 41, fez o 2 a 1, com desvio na zaga.
O Grêmio era superior em atitude, com sentido de urgência não acompanhado no mesmo tom pelo Cruzeiro.
E de bom havia a constatação que a arbitragem e o VAR paulistas, ruins, afastavam qualquer suspeita que pudesse haver de favorecimento ao Corinthians.
Logo no segundo minuto do segundo tempo o Cabuloso fez o segundo gol em passe magistral de Matheus Pereira.
Emoção e tensão não faltavam na capital do Rio Grande do Sul.
A torcida alvinegra mineira torcia pelo tricolor para o Cruzeiro não ultrapassar o Galo, e a torcida alvinegra paulista torcia pelo Trem Azul para o Grêmio não deixar o Corinthians para trás.
Os colorados eram mineiros desde criançinhas.
O clássico era palpitante, para dizer o mínimo.
Aos 15, William lançou KJ e ele fez o gol da virada com frieza e categoria: 3 a 2.
O time melhor prevalecia e uma sombra escura pairava sobre a Arena Grêmio.
A postura guerreira da etapa inicial se transformou em ataque de nervos e o time de Renato Portaluppi completava o quarto jogo sob o comando dele sem vitória, com três empates e uma derrota.
Novo empate passava a ser dos males o menor.
Só aos 21 minutos saiu o primeiro amarelo, para se ter ideia de quão banana era o dono do apito.
Aos 27, enfim, ele amarelou Kannemann e, em vez de ser expulso pelo capitão gremista, acabou por expulsá-lo tantas ouviu do zagueiro que deixou os companheiros na mão, ao fazer, com a dele, o gesto de roubo.
Aos 34, João Marcelo, como se fosse atacante, fechou o caixão do Imortal e fez o 4 a 2.
O Corinthians pode entrar em Itaquera menos pesado para enfrentar o Vitória amanhã.