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Resumo
O goleiro argentino Dibu Martínez revelou que quase ficou fora da Copa do Mundo de 2026 após quebrar o dedo da mão direita antes do torneio. Para disputar a competição, ele recusou uma cirurgia, contou com o apoio decisivo do técnico Lionel Scaloni e usou proteção e luvas especiais. Apesar das dores intensas e das sequelas permanentes que carrega na mão, o atleta afirmou que faria o sacrifício novamente para representar a sua seleção, que encerrou o Mundial com o vice-campeonato.
Campeão do mundo em 2022 sendo um dos principais nomes da conquista da Argentina, o goleiro Dibu Martínez viveu um momento complicado em 2026. O arqueiro argentino quase não jogou o Mundial deste ano, nos Estados Unidos, México e Canadá, por conta de uma lesão no dedo.
Em entrevista para o canal Los Edul, o goleiro do Chelsea revelou detalhes do que passou antes de disputar a Copa do Mundo de 2026. Dibu contou que, durante exames, viu seu dedo quebrado e temeu não jogar o Mundial, mas que recebeu o carinho de Lionel Scaloni, que bancou sua convocação.
"Me mostram a imagem com o dedo quebrado ao meio. Eu começo a chorar: 'Não chego ao Mundial, não chego'. Aí recebo uma mensagem do Scaloni dizendo: 'Chegue ou não chegue, eu vou te bancar. Venha igual", disse Dibu.
O goleiro havia fraturado o dedo anelar da mão direita durante o aquecimento para a final da Uefa Europa League, em maio, quando ainda defendia o Aston Villa. Com o foco na Copa do Mundo, Dibu afirmou que ao ver os exames, se desesperou, mas que optou por não passar por uma cirurgia para poder disputar o Mundial.
Dibu Martínez revelou que passou por um tratamento especial do departamento médico da Argentina - que o fez utilizar uma proteção de plástico sob as ataduras na mão - e que a Adidas produziu uma luva especial para que ele pudesse jogar a Copa. Por fim, o goleiro afirmou que, mesmo com o vice, faria tudo de novo para representar o seu país
"Eu me atirava como um zumbi. Caía e apoiava a mão e era de ver estrelas… Meu irmão me dizia: 'Não jogue'. Todas as noites eu chorava até meia-noite com o dedo feito uma morcilha. Este dedo ficou assim para a vida inteira. Se eu tiver que dar um soco em alguém, não consigo fechar a mão… Mas são os riscos que você corre pela seleção. Eu faria tudo de novo", finalizou.
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