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A rodada passada do Campeonato Brasileiro teve média de 61 minutos e 12 segundos de bola rolando. Seis das dez partidas ultrapassaram uma hora de jogo efetivo. Apesar do bom número geral, a diferença entre os extremos chegou a 17 minutos e 42 segundos.
Botafogo x Chapecoense, apitado por Raphael Claus, apresentou a maior marca: 69 minutos e 35 segundos. Mirassol x Internacional, com Bruno Arleu de Araújo, veio em seguida, com 67 minutos e 27 segundos. Foram os únicos confrontos acima dos 65 minutos.
Também superaram uma hora Fluminense x Santos, Remo x Red Bull Bragantino, Athletico x Palmeiras e Atlético x Coritiba. Já São Paulo x Vasco, Bahia x Flamengo e Corinthians x Vitória ficaram entre 58 e 60 minutos.
Na outra ponta, Grêmio x Cruzeiro, dirigido por João Vitor Gobi, registrou 51 minutos e 53 segundos. Foi a única partida abaixo dos 58 minutos e ficou nove minutos e 19 segundos aquém da média da rodada.
O resultado mostra que é possível oferecer mais de uma hora de futebol efetivo, mas a disparidade permanece elevada. O tempo de bola rolando depende de vários fatores, como atendimentos, substituições, revisões do VAR e comportamento das equipes.
Não cabe, atribuir os números exclusivamente aos árbitros, embora eles tenham enorme peso, mas começam a ficar distantes os jogos abaixo dos 45 minutos de futebol, ou seja menos da metade do tempo regulamentar, até recentemente muito comuns.
Confira o levantamento completo de José Peralta (abaixo). A fonte é a Opta Sports.
Partida Árbitro Bola rolando
Botafogo x Chapecoense Raphael Claus 69:35
Mirassol x Internacional Bruno Arleu de Araújo 67:27
Fluminense x Santos Ramon Abatti Abel 61:55
Remo x Red Bull Bragantino Alex Gomes Stefano 61:33
Athletico x Palmeiras Paulo Cesar Zanovelli da Silva 61:19
Atlético x Coritiba Davi de Oliveira Lacerda 61:08
São Paulo x Vasco Fernando A. M. S. Nascimento Filho 59:31
Bahia x Flamengo Wilton Pereira Sampaio 59:14
Corinthians x Vitória Sávio Pereira Sampaio 58:26
Grêmio x Cruzeiro João Vitor Gobi 51:53