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Com média de 14,466 pontos, a ginasta brasileira de 27 anos superou Claire Pease e se tornou a segunda tricampeã mundial do salto, apenas atrás da chinesa Cheng Fei
Rebeca Andrade conquistou o tricampeonato mundial do salto no Mundial de Ginástica Artística em Roterdã neste sábado. Com 27 anos, a ginasta brasileira presenteou-se com o ouro enquanto Simone Biles acompanhava de camarote. Rebeca usava azul, sua cor da sorte, e entregou o que prometia.
A média final de 14,466 pontos colocou Rebeca à frente da americana Claire Pease, que obteve 14,233. Skye Blakely, campeã do individual geral em Roterdã, completou o pódio com 14,166. Segundo o GE, Rebeca executou Yurchenko com dupla pirueta e Lopez com performance acima de 9,300 pontos.
“Esse ouro mostra que tudo que a gente tem feito da melhor maneira possível está dando certo, né!? (risos) Não fiz os saltos mais difíceis da minha carreira, mas isso foi suficiente para trazer o ouro. Tô bem feliz e orgulhosa.”
Rebeca é a segunda tricampeã mundial do salto da história, apenas atrás da chinesa Cheng Fei. Simone Biles, que assistiu à final como convidada de honra, conquistou bicampeonato no salto, não tricampeonato. A ginasta americana, aos 29 anos, não compete desde os Jogos de Paris e não confirmou retorno, embora também não tenha descartado disputar Los Angeles 2028.
Rebeca é a primeira brasileira a alcançar o feito de tricampeã mundial. Diego Hypolito conquistou dois títulos mundiais, ambos no solo. A vitória desta sábado em Roterdã consolida sua posição entre as lendas da ginástica artística.
Sua décima medalha em Mundiais vem acompanhada de seis medalhas olímpicas, sendo duas de ouro. Em Mundiais, Rebeca tem quatro ouros: três no salto e um no individual geral conquistado em 2022. Conforme o GE, ela entrou para o top-10 do quadro de medalhas em provas individuais, empatada com Yelena Shushunova na nona posição.
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Rebeca Andrade faz história com tricampeonato do salto e 10ª medalha mundial (Vídeo: reprodução/Instagram/@figymnastics)
Rebeca voltou de um ano sabático para recuperar corpo e mente após as Olimpíadas de Paris. A estratégia agora é a evolução gradual até Los Angeles 2028, sem apressar o Cheng, seu salto de maior grau de dificuldade. Ela apostou na precisão, moeda corrente de uma campeã olímpica.
“Tento manter a tranquilidade. Já sou uma pessoa tranquila, então dentro da competição eu só fico respirando. Falo: ‘Você está pronta para fazer o que você veio fazer. Não se preocupa e faça o seu melhor’. É isso que tento fazer na hora”, disse Rebeca Andrade.
No primeiro salto, o DTY, Rebeca repetiu os 14,400 da classificatória e da final por equipes, mas registrou um pequeno passo na chegada. No segundo voo, o Lopez saiu muito bem executado, com pequeno passo na aterrissagem para 14,133. A bonificação de 0,2 completou a média final.
Claire Pease apresentou o Cheng, salto de maior dificuldade, e melhorou sua execução em relação aos compromissos anteriores desta semana. Conseguiu 14,366 no primeiro salto, mas aterrissou fora da área no segundo voo, caindo para 14,233 de média.
Yeo Seojeong, bronze nas Olimpíadas de Tóquio, começou bem com ótimo primeiro voo para 14,600, a maior nota em um único salto neste Mundial segundo o GE. Não conseguiu altura no Yurchenko com dupla pirueta e sofreu uma queda que derrubou sua média para 13,716, ficando em sétima posição.
Brasil tem mais uma chance de pódio em Roterdã. Flávia Saraiva disputa a final da trave neste domingo, com início marcado para as 9h de Brasília.