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Mike Brown acredita que Movsar Evloev tem uma arma implacável para vencer Alexander Volkanovski: o desgaste físico do australiano. O campeão dos penas (até 65,7 kg) defende o cinturão na luta principal do UFC 333, marcado para o próximo sábado (24), e o treinador do russo invicto aposta que o tempo de carreira e a queda de rendimento do adversário podem fazer a diferença no confronto.
Em entrevista a Adam Zubayraev, Brown avaliou que Volkanovski já não vive o auge de sua carreira, apesar de reconhecer as impressionantes qualidades físicas do australiano. O treinador destacou a força e o condicionamento de Evloev como diferenciais que podem complicar a vida do campeão, especialmente em um duelo de cinco rounds.
“Acho que o tempo dele está acabando. Acho que o tempo dele acabou. Acho que ele não está mais no auge. Esse cara é um monstro físico. A condição física dele é inacreditável. A força dele é inacreditável.”, disse Mike Brown.
O técnico da American Top Team também demonstrou confiança na capacidade de seu atleta de impor um ritmo intenso durante os 25 minutos de combate. Na avaliação de Brown, sustentar esse nível de exigência física será um desafio até mesmo para um lutador experiente como Volkanovski, o que pode abrir caminho para uma vitória do russo.
“Não acho que Volk está no melhor momento da vida dele, e acho que isso vai se mostrar no sábado. Em uma luta longa especialmente, algo vai ceder. Você não consegue aguentar esse cara por 25 minutos no limite. Ninguém consegue.”, concluiu o treinador da American Top Team.
Na luta principal do UFC 333, Alexander Volkanovski enfrenta Movsar Evloev em um embate que coloca frente a frente dois estilos distintos porém dominantes no peso pena.
Aos 37 anos, o campeão ostenta um experiente cartel de 28 vitórias e 4 derrotas, respaldado por mais de 5 horas de ação no octógono e um índice de 57% de golpes significativos conectados e um jogo baseado em fintas e movimentação.
Em contrapartida, o desafiante russo Evloev, de 32 anos, carrega um cartel perfeito de 20-0. O desafiante compensa a menor rodagem com um volume avassalador de quedas, registrando uma média de 4,78 quedas a cada 15 minutos, número quase três vezes superior à média de 1,63 do australiano.