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Tite valoriza primeira vitória à frente do Botafogo: ‘Volume grande’

Técnico aprovou a atuação do Glorioso no triunfo por 1 a 0 sobre a Chapecoense, no Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro

Tite em ação no duelo entre Botafogo e Chapecoense, no Nilton Santos - Vítor Silva / Botafogo

Tite em ação no duelo entre Botafogo e Chapecoense, no Nilton SantosVítor Silva / Botafogo

Técnico do Botafogo, Tite elogiou a atuação na vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, neste sábado (17), no Nilton Santos, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Glorioso teve o domínio praticamente do começo ao fim, mas não soube aproveitar as inúmeras chances criadas para ampliar a vantagem. O triunfo foi o primeiro sob o comando do treinador.

“Uma retribuição ao carinho do torcedor. A gente sente do lado de fora e o atleta dentro de campo. Nós tínhamos a responsabilidade de desempenhar um bom futebol e vencer. Sendo consistentes. Tivemos um volume muito grande, número de oportunidades e sem dar ao adversário essas chances”, disse o comandante, em entrevista coletiva depois do confronto.

O gol da partida foi de Tiquinho, logo no começo da etapa inicial. Na vaga de Arthur Cabral, o atacante ganhou oportunidade entre os titulares e deu a melhor resposta possível. Ele aproveitou cruzamento de três dedos de Matheus Martins e, de cabeça, mandou para dentro.

“Sinto todo o trabalho que ele faz, o seu dia a dia, o seu carisma, o quanto atrai de energia legal para o grupo independente de iniciar ou não. Tem uma história marcante dentro do clube. Normalmente o marcador do Matheus Martins tira o meio para impedir a finalização e dá o fundo, e o Tiquinho tem uma presença de área impressionante. É sempre uma oportunidade de gol”, avaliou Tite.

Com o resultado, o Botafogo respirou mais aliviado e se afastou da briga contra o rebaixamento. Neste momento, soma 39 pontos e ocupa a 11ª posição. O próximo compromisso será contra o Internacional, que é quem abre a zona da degola, com 32. A bola vai rolar no sábado (24), às 16h30 (de Brasília), no Beira-Rio, pela 32ª rodada da competição nacional.

Outras respostas de Tite

. Huguinho entre os reservas: “Às vezes o que mais me dói como técnico não é a escalação dos onze, é deixar alguns atletas que trabalham sério e com qualidade fora. Para primeiro (volante), ele não é um jogador tão posicional. O jogador posicional é o Domingos, o Allan. Ele é um 5/8. Um jogador que chega na frente e finaliza de média distância e tem bom passe. E que a gente fica com esses garotos todos com possibilidade de utilizá-lo tendo essa necessidade”.

. O que falta?: “Tu falou de predominância nossa, tivemos e oportunidades reais. O goleiro adversário fez uma grande partida. Teve um volume muito grande, senão 80% do jogo. Mas quando não faz o segundo gol fica sempre o sentido de ‘será?’ Mas o time se manteve concentrado. A saída alternada a três atrás foi importante. O Ziyech está buscando melhor condicionamento e tu traz Medina com muita dinâmica. É uma equipe nova, mas manter o desempenho que é dominante em três quartos do jogo está sempre perto de vencer. Mesmo buscando ajustes”.

. Situação de Ziyech: “Falta parte física e ritmo. A qualidade técnica dele é impressionante, porém (falta) uma rotação e uma condição física que vai dar essa adaptação e vai dar o ritmo do futebol brasileiro também. Vai elevar esse nível de desempenho”.

. Equilíbrio: “Esse box to box o Danilo e o Huguinho têm. A competição entre os atletas faz elevar o nível técnico. O campo fala. Mesmo assim, com as observações que você disse de ajustar, a equipe não sofreu. Isso é consistência. Linha de três montada. Ferraresi fazendo a saída, Marçal dando segurança, o Telles sendo elemento surpresa. Ele tem muito bom pé, é articulador e jogou assim como na seleção brasileira. Esses ajustes ofensivos são por vezes de pequenos detalhes, de características de cada um. Eu colocava para eles o seguinte: ‘vamos repetir o desempenho que tivemos contra o Coritiba e acrescentar a precisão de finalização’. Só não precisava acertar dez no gol e o goleiro ser o melhor em campo (risos)”.

. Próximos jogos: “Cada jogo tem sua história e não podemos projetar a situação dessa para o outro jogo. É difícil, a gente começa a trabalhar o próximo jogo agora. Tento analisar a circunstância, às vezes a necessidade que um jogo te dá... Como foi com o Tiquinho cansado, pedindo cinco minutos mais. Até brinquei para ele pedir para sair. Às vezes o jogo pede um cara mais vertical, mais dinâmico, outro pede um cara mais criativo... Eu gosto de manter a estrutura defensiva sólida, mas na frente ela vai se moldando, se ajustando e aí cada jogo tem uma história”.

. Postura do time: “A equipe conseguia furar o bloqueio. No segundo tempo, priorizei ficar com a bola. Triangular, inverter de um lado e bater do outro, que você cansa a equipe para depois verticalizar. Mesmo que às vezes exija um jogo lateral e mais curto. Porque senão fica bate e volta. Não dá. Essa foi a orientação. Para ter esse ponto de equilíbrio e criar as chances que teve”.

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