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Após a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco da Gama, na noite de sábado, no Morumbis, Dorival Júnior disse que o próximo presidente do São Paulo não tem obrigação de renovar seu contrato, que vai até o fim do ano, e afirmou que a decisão sobre continuidade precisa considerar o que for melhor para o clube.
Dorival afirmou que a eleição no São Paulo muda o cenário para qualquer conversa sobre continuidade. Ele disse que o clube vive um momento político e que é preciso respeitar o processo antes de tratar de renovação.
"O próximo presidente não tem obrigação nenhuma de uma renovação, nem tampouco de uma continuidade. Tem que saber o que é melhor para o São Paulo. Eu tenho por obrigação preparar material que eu possa deixar, independentemente da manutenção [do trabalh]. Eu tenho que ter esse nível de profissionalismo. O nosso legado é dentro de campo. O que estamos buscando fazer é um trabalho com as categorias de base do clube. Por quê? Porque nós não lançamos aleatoriamente, tentamos preparar esses garotos. Hoje nós estamos com 11 jogadores sendo preparados".
O técnico evitou antecipar discussões sobre contrato e disse que a conversa pode acontecer no momento certo. "No momento certo, eu acho que as pessoas irão conversar, caso haja o interesse", afirmou.
Dorival disse que seguirá trabalhando com foco no presente e que continuará torcendo pelo clube mesmo se sair. "Se for para continuar, vai ser um grande prazer. Não acontecendo, não deixarei de ser um torcedor de São Paulo", completou.
São Paulo venceu o Vasco por 1 a 0 no Morumbis e chegou a 42 pontos no Campeonato Brasileiro. O gol foi de Artur, aos 22 minutos do segundo tempo, após passe de Pedro Lima, e o resultado praticamente afastou o risco de rebaixamento.
Dorival disse que o time precisa ter "pés no chão", mas reconheceu o peso de brigar por vaga continental. "Temos consciência do que representaria uma classificação para o ano seguinte", afirmou o treinador, ao comentar o objetivo de buscar uma vaga na Libertadores de 2027.