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A batalha do Vasco pelo jogo contra o Boca Juniors mal acabou e uma nova polêmica envolvendo o Maracanã está à vista. Desta vez referente ao clássico contra o Flamengo, no dia 29 de outubro, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O Cruzmaltino não quer mandar a partida no estádio após todo o desgaste para conseguir realizar a semifinal da Sul-Americana no local. O clube tem preferência por São Januário e, caso não seja autorizado, o plano B é o Nilton Santos, casa do Botafogo.
Ainda não há, porém, uma indicação formalizada à CBF. No site oficial da entidade o local está como "a definir".
O UOL apurou que agora o Vasco vê os próprios argumentos utilizados pelo consórcio na disputa judicial anterior como algo que pode lhe favorecer. O primeiro deles é a questão técnica apontada pela dupla Flu-Flu para negar o Maracanã quando o Vasco formalizou o pedido para o jogo com o Boca: a preservação do gramado.
Isso porque o calendário indica um intervalo de jogos ainda menor no estádio caso o clássico aconteça lá. Um dia antes do Vasco x Flamengo está previsto um Fluminense x Internacional, às 19h30, no estádio. Ou seja, uma distância de 24h entre as partidas. No caso desta semana, o intervalo entre Vasco x Boca e Flamengo x Estudiantes foi de 48h.
O outro é o Memorando de Entendimento assinado entre Vasco, Flamengo e Fluminense e que previa a utilização do Maracanã nos clássicos além de mais quatro jogos à escolha do Cruzmaltino. Na ocasião do veto para a partida contra o Boca, a gestão do Maracanã alegou que o contrato não tinha validade por ter sido assinado apenas pelos clubes.
Na batalha judicial pelo jogo da semifinal da Sul-Americana, porém, o Vasco insistiu com este documento, algo que pode ser levado em consideração caso o tema novamente seja judicializado.
Em mais um capítulo da guerra, a administração do Maracanã divulgou ontem fotos de cadeiras e outros equipamentos do estádio danificados após a partida do Cruzmaltino contra o Boca Juniors. Tanto a gestão quanto o Flamengo se manifestaram através de notas oficiais classificando as situações como "atos de vandalismo" de torcedores vascaínos.