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Um debate na era digital e dos aplicativos de estatísticas é sobre os números no futebol. Enquanto alguns creem que eles dizem muito sobre as partidas e jogadores, outros argumentam que eles trazem visões distorcidas, a depender da estatística e do contexto utilizados. O Jogada10 traz, então, um número curioso para a torcida do Flamengo. O Rubro-Negro tem números melhores em 2026 quando atua sem Jorginho do que quando o volante está em campo.
A afirmação parece uma aberração, dada a importância do ítalo-brasileiro dentro do elenco do Fla e sua aceitação junto à torcida. Fora dos últimos dois jogos da equipe na temporada, o time de Leonardo Jardim sofreu, mas conseguiu resultados importantes. Excetuando jogos do Campeonato Carioca, o Flamengo tem aproveitamento de 66,7% em 2026, sendo 61,5% quando Jorginho atua e 78,6% quando o jogador está fora.
Os números frios, por si só, nada comprovam. Isso porque o elenco do Fla é tão recheado, que o time vence a maioria dos jogos quando ele não está em campo. Nas 14 ocasiões que Jorginho não atuou, o Rubro-Negro venceu dez, empatando três e perdendo apenas uma vez. Foi na final da Recopa Sul-Americana, quando o time caiu por 1 a 0 para o Lanús (ARG), na Argentina, no jogo de ida. Na volta, o próprio até marcou um dos gols, mas os argentinos saíram com a vitória por 3 a 2 na prorrogação, ficando com o título em pleno Maracanã.
Ele desfalcou a equipe em algumas oportunidades na temporada, tanto por suspensão, quanto por lesão. Primeiro, em fevereiro, ficou fora por três partidas (excetuando Carioca), sendo a terceira a derrota citada para o Lanús. Depois, em abril, sentiu lesão muscular na panturrilha esquerda e perdeu cinco jogos. Ele não fez tanta falta, já que o Rubro-Negro ganhou as cinco. A última, no entanto, foi em placar magro (2 a 1) sobre o Vitória, pela ida da quarta fase da Copa do Brasil, no Maracanã. Como não conseguiu abrir vantagem mais confortável, o Fla sucumbiu na volta, perdendo por 2 a 0 (com Jorginho em campo) e ficando pelo caminho precocemente.
Logo na sequência dessa queda, ele ficou fora do empate por 1 a 1 com o Athletico por cumprir suspensão (três amarelos) no Brasileirão. Ele voltaria a desfalcar a equipe em maio, quando fraturou o dedão do pé e perdeu as vitórias por 3 a 0 sobre Cusco (PER), pela Libertadores, e Coritiba, pelo Brasileiro.
Desde então, engrenou uma impressionante sequência de 16 jogos entrando em campo, sendo 13 como titular. No entanto, perdeu dois duelos consecutivos por suspensão. Afinal, levou vermelho diante do Independiente del Valle (EQU), pela volta das quartas de final da Libertadores, e também contra o Santos, pelo Brasileirão – no 16º jogo de tal sequência. Assim, não foi a campo contra o Fluminense (vitória por 1 a 0) e Estudiantes (empate por 0 a 0, na Argentina).
O que pode explicar os números inferiores quando Jorginho está em campo é a dificuldade dos jogos que ele se ausentou. Quando o volante atua, o que ocorreu em 32 ocasiões, foram 17 vitórias, com oito empates e sete derrotas – 61,5% de aproveitamento. Os números de gols também pioram: se a média sem ele é de 1,86 p/j de gols pró, quando ele está o número cai para 1,75.
A defesa mostra um padrão ainda pior. Afinal, quando Jorginho não joga, o Flamengo sofre apenas 0,5 gol p/j. Já quando ele atua, são 32 sofridos em 32 jogos; 1,00 por partida. Os números, portanto, podem até enganar quando analisados isoladamente. Afinal, apesar do aproveitamento superior sem Jorginho, o volante segue sendo considerado peça importante no esquema de Leonardo Jardim. Não à toa, a torcida rubro-negra comemora o retorno do jogador para os duelos contra o Bahia, neste domingo (18/10), e o Estudiantes, na próxima quinta-feira (22/10), pela Libertadores.