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Às vésperas de um jogo decisivo para o futuro do Corinthians no Campeonato Brasileiro, o técnico Clarence Seedorf precisou atuar como bombeiro e saiu em defesa do meia Rodrigo Garro na coletiva desta quinta-feira. Questionado pelos jornalistas após notícias de que teria um comportamento criticado no clube, o holandês interrompeu as perguntas na coletiva para proteger seu comandado.
"Ouvi essas perguntas várias vezes. Já deu. Não tem problema nenhum entre jogadores aqui. Não vamos criar coisas que não existem
Durante a coletiva, o argentino tentou minimizar o problema. "Não vejo notícias. Fiquei sabendo porque os caras estavam brincando com isso. Mas acho um pouco difícil falar da minha personalidade. Se sou gente boa, um cara positivo, bom de grupo. Acho que tem alguém aqui dentro que está querendo o mal para mim ou minha família
Ciente do clima de tensão que toma conta do clube pela péssima campanha do Corinthians, o jogador optou por centrar foco nos jogos que restam. "Estamos trabalhando no que podemos fazer para vencer o Mirassol, tenho certeza que vamos sair dessa situação. Quem me conhece sabe que, tanto aqui como fora, sabe que tipo de pessoa sou, sabe o quanto amo esse clube e brigo por ele".
Na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro restando poucas rodadas para o final e com um jogo decisivo nesta sexta-feira, diante do Mirassol, o técnico Clarence Seedorf optou pela aproximação de time e torcida para tentar reverter a situação. O holandês, que decidiu abrir o clube nesta semana decisiva, quer mostrar ao torcedor que os jogadores estão trabalhando firme e confiante numa recuperação.
"Foi uma escolha nossa interna. Foi mais para ajudar vocês para fazer um trabalho um pouco melhor. Muitas vezes, vocês falam coisas que não têm a mínima ideia. Se vocês não veem, não sabem o que falar. Abri as portas por conta disso, estamos nos entregando 100%
A iniciativa tem uma intenção clara de aproximar time e torcida em busca de apoio nesta reta final. Com 33 pontos, o conjunto alvinegro só está à frente do Remo (29) e da lanterna Chapecoense (21). "Não precisamos ensinar o torcedor corintiano a ser torcedor. Eles não precisam de dica, a história do clube fala por si. As pessoas de fora que criam isso, nós estamos unidos com o torcedor e eles com nós. Todos temos o mesmo interesse. Vocês me conhecem já, eu não falo as coisas que não acredito. Mas, vou falar as coisas que acredito. E vou te dizer: esse grupo merece sair dessa situação. O que eu vejo é um grupo pronto para a batalha
Na entrevista, o ex-meio-campista não escondeu o momento crítico que o clube atravessa, mas disse que o time vai entrar em campo para lutar até o último minuto. "Às vezes, jogamos muito bem e não vencemos, assim como foi contra o Vitória. Faz parte. Vamos para frente com confiança".
Na conversa com os jornalistas, Seedorf disse não dar importância para os vazamentos de conversas de vestiário a garantiu que o grupo está fechado na missão de se manter na elite do futebol.
"É claro que incomoda alguns, mas quanto menos tempo gastarmos com isso melhor. O grupo está fechado, estava fechado desde antes que cheguei. Vamos focar nas coisas em que controlamos e, essa parte, não controlamos. O que controlamos? Quem entra no vestiário, quem entra nas nossas reuniões. Não estou preocupado com isso, dá para trabalhar com calma. As pessoas fofoqueiras estão muito expostas neste momento".
Uma das lideranças do elenco, Gustavo Henrique também esteve presente na coletiva e disse como o time deve se preparar mentalmente para esses jogos que ganharam contornos decisivos por causa da pressão pelo rebaixamento.
"São jogos com muita pressão, estamos em um clube gigantesco brigando para não cair. O que passou, passou. Temos que trabalhar mais, nos alimentar melhor, treinar melhor, trabalhar melhor. Dentro de campo é hora da gente se fechar com o grupo, trabalhar a parte mental e ficar fora de rede social porque não nos agrega em nada. É ficar junto para sairmos dessa situação. Essa parte mental será decisiva para sairmos dessa situação nos próximos jogos".