Voltar
Num jogo de futebol, há um detalhe que salta logo à vista: enquanto os jogadores de cada equipa usam o mesmo equipamento, os guarda-redes vestem camisolas de cores diferentes.
Mas por que é que isso acontece? A resposta está nas regras do futebol e na necessidade de identificar rapidamente quem ocupa uma posição tão particular dentro de campo. Entenda em detalhe já de seguida.
A principal razão para os guarda-redes vestirem uma camisola diferente é simples: têm de ser facilmente distinguidos dos restantes jogadores e da equipa de arbitragem.
Futebol
Esta identificação é fundamental durante o jogo. Num lance rápido, por exemplo, os jogadores precisam de perceber imediatamente quem pode usar as mãos para jogar a bola dentro da sua área de penálti.
Da mesma forma, os árbitros têm de reconhecer sem dificuldades o guarda-redes, sobretudo em situações de contacto, defesa ou possível infração.
A diferença de cor ajuda ainda a evitar confusões durante os cruzamentos, os pontapés de canto e os lances disputados junto à baliza, nos quais vários jogadores se podem concentrar no mesmo espaço.
A utilização de uma camisola de cor diferente não é apenas uma tradição ou uma escolha estética dos clubes. Está prevista nas regras oficiais do futebol.
A Lei 4 das Leis do Jogo, publicada pelo International Football Association Board (IFAB), estabelece que cada guarda-redes deve usar cores que o distingam dos outros jogadores e dos elementos da equipa de arbitragem.
A mesma regra determina que as duas equipas também devem utilizar equipamentos que permitam distingui-las uma da outra e dos árbitros.
O objetivo é garantir que todos os intervenientes conseguem reconhecer facilmente os jogadores em campo, contribuindo para uma partida mais clara e organizada.
Amarelo, verde, laranja, azul, cor-de-rosa ou preto: as camisolas dos guarda-redes podem apresentar uma grande variedade de cores.
Não existe uma única cor obrigatória para esta posição. O importante é que o equipamento escolhido permita distinguir o guarda-redes dos restantes jogadores e dos árbitros, respeitando as regras aplicáveis ao encontro.
Futebol
É por isso que os clubes costumam ter diferentes versões do equipamento dos seus guarda-redes. A escolha depende das cores utilizadas pelas duas equipas de campo e pela equipa de arbitragem.
Em jogos oficiais, a seleção dos equipamentos é verificada antes do início da partida, de modo a evitar semelhanças que possam causar confusão.
Sim, existe uma exceção prevista nas regras.
De acordo com a Lei 4 do IFAB, se os dois guarda-redes estiverem a usar camisolas da mesma cor e nenhum deles tiver outra camisola para trocar, o árbitro permite que o jogo se realize.
Esta disposição evita que uma partida fique impedida de começar apenas porque não foi possível encontrar equipamentos alternativos para os dois jogadores.
Ainda assim, a regra geral mantém-se: sempre que possível, os equipamentos devem permitir distinguir claramente os guarda-redes dos restantes elementos em campo.
Pode acontecer que um guarda-redes seja expulso, se lesione ou tenha de abandonar o jogo quando a equipa já não dispõe de substituições. Nesses casos, um dos jogadores que permanecem em campo pode assumir essa função, de acordo com as regras aplicáveis.
Quando isso acontece, o jogador tem de vestir uma camisola que o distinga dos restantes jogadores e dos elementos da equipa de arbitragem. A equipa precisa, por isso, de garantir que o novo guarda-redes fica devidamente identificado.
Foi o que aconteceu, por exemplo, a Paulo Sousa, o médio do Benfica que virou guarda-redes numa noite de suspense no Bessa.
A situação demonstra que a camisola diferente não é um privilégio reservado a um jogador específico: é uma exigência associada à função de guarda-redes durante o encontro.
A camisola de cor diferente tornou-se uma das imagens mais reconhecíveis do futebol. No entanto, a sua importância vai muito além da identidade visual ou da possibilidade de os guarda-redes utilizarem equipamentos mais arrojados.
Futebol
A regra existe para facilitar a identificação dos jogadores, evitar confusões e assegurar que o jogo decorre de acordo com as normas oficiais.
Por isso, da próxima vez que vir um guarda-redes entrar em campo com uma camisola fluorescente ou de uma cor completamente diferente da dos colegas, já sabe: a escolha pode variar, mas a necessidade de o distinguir é uma regra do futebol.