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Dois artigos históricos pertencentes a Lionel Messi foram roubados de um museu em Paris durante as pilhagens que se verificaram este fim de semana na capital francesa após as mobilizações em massa contra o aumento do custo de vida e a degradação dos serviços públicos. Também foram roubados artigos de Zidane.
Em questão foram roubados de um museu uma camisola de Messi do Barcelona e uma braçadeira de capitão, e uma camisola de Zidane. Os ladrões filmaram-se com as obras roubadas, com os seus certificados de autenticidade.
As autoridades denunciaram violência sem precedentes e centenas de detenções.
Com Paris mergulhada há vários dias num clima de insegurança, marcado por manifestações estudantis, confrontos com as forças de segurança e pilhagens generalizadas, Luis Enrique, treinador do PSG, desejou esta segunda-feira que essa violência não afete o jogo de terça-feira da sua equipa com o Barcelona (20h00), no Parque dos Príncipes, na capital francesa, da terceira jornada da Liga dos Campeões.
Em conferência de imprensa de antevisão à partida com os catalães, o técnico espanhol do PSG evitou comentar o ambiente que se vive atualmente em Paris, querendo apenas que este encontro se realize com segurança.
"Eu não sou ninguém para falar sobre este assunto, estou aqui para falar de futebol. É claro que não gostamos deste tipo de violência, mas isto é a sociedade. Devemos manter-nos focados no futebol. Tenho as minhas opiniões, mas não sou a pessoa certa para falar disso. Não tenho medo e espero que o jogo se possa desenrolar nas condições habituais", afirmou Enrique.
Estas declarações de Luis Enrique surgem poucas horas depois de o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, ter descartado um eventual adiamento do jogo entre o PSG e o Barcelona (e também do Lille-Galatasaray, na quarta-feira), devido aos episódios violentos que marcaram o último fim de semana em Paris, dizendo que "essa questão não se coloca".
"Equacionámos a possibilidade de adiar alguns eventos. Essa questão não se coloca relativamente ao jogo entre o PSG e o Barcelona. A realização do jogo não está em risco", disse Laurent Nuñez, na véspera do encontro da terceira jornada da mais importante prova europeia de clubes, que foi conquistada pelo clube parisiense nas duas últimas épocas.
Cerca de 2.400 pessoas foram detidas no sábado em França, durante os protestos contra o aumento do custo de vida, marcados por violência, e 997 polícias e agentes ficaram feridos, dos quais sete em estado grave.
Segundo um balanço do Ministério do Interior, as autoridades realizaram 2.397 detenções, com múltiplos episódios de violência e pilhagens, tendo saído às ruas, em protesto, 550.000 pessoas. A organização diz terem participado 800.000.