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A crise de resultados desportivos do Manchester United conheceu, esta quarta-feira, um novo capítulo, com a pesada derrota sofrida na deslocação ao Stadio Giuseppe Sinigaglia, por 4-1, a contar para a terceira jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, que perfez um ciclo de sete encontros consecutivos sem um único triunfo.
Bruno Fernandes foi aposta a titular (e na qualidade de capitão) por parte de Michael Carrick, antes de ser substituído, aos 67 minutos, por Joshua Zirzkee (que viria a marcar o único golo dos red devils, em solo italiano), claramente insatisfeito. Já depois do apito final, 'partiu a louça toda', na zona de entrevistas rápidas da estação televisiva britânica TNT Sports.
Questionado sobre a falta de qualidade da equipa sem bola, o internacional português apontou o dedo ao próprio treinador: "É uma decisão por parte da equipa técnica não pressionar homem a homem, e, por vezes, deixar um pouco de espaço nas costas, para tentar recuperar a bola no primeiro minutos, esperando e entregando-lhes a bola".
"No entanto, por vezes, quando dás demasiado a bola a estas equipas, elas ficam confiantes. Têm tantos jogadores atrás da linha da bola que te obrigam a correr muito, o que deixa as pessoas frustradas, e, depois, obviamente, quando recuperas a bola, com as pernas e o cérebro com que estás, é muito mais difícil fazer com que funcione", atirou.
"É responsabilidade do treinador e da equipa técnica ver o que se passa, não minha. Eu digo apenas que, por vezes, temos de ser mais corajosos na pressão, tentado assumir o risco de aplicar aquela pressão muito elevada e deixando-os desconfortáveis, tal como eles nos fizeram", acrescentou.
Michael Carrick não perdeu pela demora, e, na tradicional conferência de imprensa pós-jogo, respondeu a Bruno Fernandes imputando as culpas deste resultado... aos jogadores: "Nós fizemos meia pressão homem a homem, na segunda parte, e acabámos por sofrer um golo por isso. Seja qual for a tática que escolhas, se não corres para trás, não vais vencer".
"Estou muito zangado. Jogarmos daquela maneira não é aceitável. Nós vamos, definitivamente, olhar para aquilo que fizemos ou se tem a ver com a motivação, a intenção, o propósito e a intensidade que tens de aplicar num jogo. Nós não fizemos nada disso, hoje. Não podes ligar e desligar, e não podes escolher quando jogas bem ou não", sublinhou.
"Não teve apenas a ver com os golos. Teve a ver com a maneira como jogámos, que foi a parte difícil de se ver. Neste momento, não tem a ver comigo. Os resultados podem ir e vir, mas tu tens de te apresentar de uma certa maneira, e, esta noite, isso não aconteceu", rematou o antigo internacional inglês.
Com a 'casa a arder', o Manchester United não perdeu tempo e já começou a sondar o mercado em busca de um novo treinador, tendo mesmo aberto uma via de diálogo com Julian Nagelsmann, que estava livre desde o passado verão, quando abandonou o comando técnico da principal seleção da Alemanha.
A notícia é adiantada pela rádio britânica talkSPORT, que aponta como alternativas Fabian Hurzeler (do Brighton), Mauricio Pochettino (dos Estados Unidos da América), Simone Inzaghi (do Al Hilal), Antonio Conte, Eddie Howe e Kieran McKenna (livres).