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O Santa Clara-Benfica, vencido pelas águias por 2-1, terminou com enorme polémica. Já depois do apito final do árbitro Cláudio Pereira, jogadores e elementos das duas equipas protagonizaram uma grande confusão no relvado, da qual resultaram cinco cartões vermelhos: dois para jogadores — Luiz Fernando, do Santa Clara, e Jhon Durán, do Benfica —, dois para os adjuntos Tiago Pinto e Gonçalo Santos, respetivamente dos açorianos e dos encarnados, e mais um para Mário Branco, diretor geral do Benfica.
O final quente foi espoletado por um desentendimento entre Durán e Fernando, com o Benfica a entender que o ponta de lança colombiano não teve qualquer atitude que justificasse a expulsão, que, em princípio, o coloca fora do próximo jogo da equipa, a receção desta quinta-feira ao Gil Vicente, na Taça da Liga.
Nas entrevistas rápidas a seguir ao encontro e, depois, na conferência de imprensa, Marco Silva saiu em defesa do jogador, revelando que Durán lhe garantiu não ter feito nada e que as imagens disponíveis o provam. O treinador do Benfica inferiu que a fama de conflituoso do colombiano poderá ter pesado na análise do árbitro e confessou curiosidade para conhecer o conteúdo do relatório de jogo.
A SAD encarnada reagiu de imediato e vai exigir ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol a despenalização de Jhon Durán.
O episódio gerou um sentimento de revolta no balneário e não só, em defesa do avançado colombiano, funcionando ao mesmo tempo como fator de reforço da união do plantel.
A eventual ausência de Durán do jogo com o Gil Vicente representa um problema para Marco Silva na gestão que possivelmente preparava, ao mesmo tempo que aumenta o risco de sobrecarga competitiva para Vangelis Pavlidis. Com 17 golos em 17 jogos, o goleador grego poderia ter sido poupado na deslocação ao Chipre, frente ao Omonia (4-1), na Liga Europa, anterior à visita ao Santa Clara, mas Jhon Durán lesionou-se — traumatismo num joelho — e Pavlidis avançou para titular. O internacional grego acabou substituído aos 78 minutos pelo jovem Anísio Cabral, de 20 anos, terceiro na hierarquia de pontas de lança do Benfica e possível opção para o jogo de amanhã, na Taça da Liga.
O duelo com o Gil Vicente representaria uma oportunidade para Marco Silva dar algum descanso a Pavlidis, que fez nos Açores um jogo de grande desgaste e contribuiu com mais um golo. O atacante grego é, neste momento, o quarto jogador mais utilizado do plantel encarnado, com 1.191 minutos de competição, atrás de Tomás Araújo (1.356), Dahl (1.309) e Lenglet (1.226).
O Benfica joga esta quinta-feira, volta a entrar em campo na segunda-feira seguinte, dia 2 de novembro, frente ao Alverca, e recebe logo depois o Lech Poznan, na quinta-feira, dia 5, para a Liga Europa. Além do sentimento de injustiça em torno da situação de Durán, o cartão vermelho mostrado pelo árbitro já depois do jogo com o Santa Clara cria, caso não haja despenalização do colombiano, um constrangimento adicional ao treinador do Benfica na gestão do plantel para os próximos dias.