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Bruno Fernandes aqueceu, mas Carrick deixou-o no banco: "Está apto e disponível"
Bruno Fernandes
Michael Carrick

O Manchester United foi derrotado em casa pelo Bournemouth por 3-0, somando o oitavo jogo sem vencer em todas as competições. Bruno Fernandes ficou no banco depois de ter criticado as escolhas táticas de Michael Carrick na Liga dos Campeões

Michael Carrick lamentou este domingo mais "um dia difícil" à frente do Manchester United, que foi derrotado em casa pelo Bournemouth (3-0), na Premier League, agravando uma longa crise de resultados.

Após a partida, o treinador inglês salientou que a sua equipa foi para o jogo com o Bournemouth "com as melhores intenções", mas que "um bocado de tensão, ansiedade e insegurança tornou tudo difícil".

"Os dois golos antes do intervalo colocaram-nos numa posição desafiante. O golo seguinte é importante e eu conseguia sentir os adeptos a quererem apoiar-nos mesmo ao intervalo, conseguia sentir o ruído e a vontade de nos empurrarem para a frente. Falei sobre isso ao intervalo. Se conseguíssemos isso naquele momento, então toda a dinâmica seria alterada, mas não conseguimos obter isso naquele momento. O terceiro golo acabou com o jogo de muitas formas. Emoções mistas - conseguia-se sentir os rapazes a tentar fazer as coisas certas, mas também se conseguia sentir a emoção no estádio e foram sentimentos muito mistos para mim estar ali naquela linha lateral", começou por reagir, à BBC.

Quanto ao facto de Bruno Fernandes ter ficado no banco de suplentes contra os "cherries", depois de uma semana em que criticou as suas escolhas táticas após a goleada sofrida pelo United diante do Como (4-1), na Liga dos Campeões, Carrick confirmou que o capitão português dos "red devils" estava em condições físicas para ir a jogo, mas que decidiu de outra forma.

"Ele está apto e disponível, mas decidimos escolher a equipa que escolhemos hoje. Infelizmente para todos, não conseguimos obter o resultado certo. Queremos empurrar para a frente e criar mais, poderíamos ter feito certas coisas, mas não o suficiente realmente, e isso é bastante claro", lamentou.

De resto, o técnico agradeceu o apoio dos adeptos e garantiu que a volta que deu em Old Trafford após o apito final contra o Bournemouth não foi em jeito de despedida, numa altura em que o seu cargo está cada vez mais pressionado.

"A ligação e o apreço dos adeptos, eu sinto e aprecio-o muito. São emoções mistas - a situação em que nos encontramos como clube de futebol é aquilo com que mais me importo. Não é sobre mim. É sobre todo este lugar e estar numa situação e posição melhor do que estamos neste momento. Entristece-me ter este sentimento estando ali de pé. Sinto-me tão ligado a isto, há uma quantidade terrível de responsabilidade. É assim que me sinto e eu aceito o meu papel nisso também. Sentir aquilo da parte dos adeptos foi especial de certa forma - é bom ter a ligação e o apreço deles. Se foi uma volta de despedida? Não, não da minha parte. Não houve uma lágrima, apenas apreço pelos adeptos e pelo que eles me demonstraram. Conversas sobre o futuro? Vamos ver o que acontece. Não estou à espera de nada. É apenas digerir o dia de hoje - sabíamos que era um dia importante para tentar fazer-nos andar para a frente e não o fizemos. Para mim, é apenas digerir isso e as emoções no final do jogo é algo que eu não tinha tido realmente antes. Eu tenho a energia [para continuar no cargo] - isto significa muito para mim. Tens jogos em que te focar e reunir os jogadores. A responsabilidade de fazer isso, eu desfruto e adoro isso, é para isso que aqui estou", concluiu.

Carragher diz que Carrick tentou "envergonhar" Bruno Fernandes: "Tem de ser despedido"

Jamie Carragher, antigo defesa do Liverpool, considerou este domingo que Michael Carrick chegou ao fim da linha no Manchester United, defendendo que o treinador tem de ser despedido na sequência da derrota dos "red devils" contra o Bournemouth (3-0), na Premier League.

Em direto para a Sky Sports, Carragher apontou que os adeptos do United ficaram do lado de Carrick depois de o técnico ter visado por Bruno Fernandes após a goleada sofrida diante do Como (4-1) a meio da semana, na Liga dos Campeões, mas referiu que a crise de resultados do clube tornou-se demasiado grave para não haver uma "cabeça a rolar" no banco da equipa.

"O Manchester United precisa de fazer essa mudança [de treinador] esta noite, eles precisam de tomar essa decisão. Os adeptos ficaram do lado de Michael Carrick e não é por ele ser o treinador, é por ele ser uma figura enorme na história do United. Estes jogadores não fizeram nada em comparação com equipas do passado, por isso, Michael Carrick vai sempre ganhar essa luta com Bruno Fernandes, e com razão, não importa quão talentoso um jogador ele seja. Mas também, o Manchester United, um dos maiores clubes de futebol do mundo, está em 16.º lugar na Premier League neste momento e isso não pode continuar. Michael Carrick precisa de ser demitido esta noite - não apenas para o bem do Manchester United, mas também para o bem de Michael Carrick. Não é agradável vê-lo a caminhar pelo estádio no fim, ele está a sofrer muito e o que está a acontecer neste momento não é bom para o United e não é bom para Carrick", refletiu.

Quanto ao facto de Bruno Fernandes não ter sido utilizado por Carrick na derrota diante do Bournemouth, depois das críticas que o capitão português teceu às escolhas táticas do seu treinador contra o Como, Carragher não se mostrou surpreendido.

"Eu não acho que Michael Carrick alguma vez fosse colocar Bruno Fernandes em campo. Acho que foi uma decisão deliberada apenas para deixá-lo no banco e quase tentar envergonhá-lo um pouco em frente aos adeptos - não sei. Acho que o que Bruno fez após o jogo em Como foi no seguimento de ele ter sido substituído e acho que Michael Carrick nunca teve qualquer intenção de o colocar em campo de todo - aquela substituição nunca iria acontecer", garantiu.

Pesadelo sem fim: com Bruno Fernandes no banco, Manchester United volta a perder

O Manchester United, com Diogo Dalot a titular e Bruno Fernandes a não sair do banco de suplentes, somou este domingo o seu oitavo jogo sem vencer em todas as competições, perdendo por 3-0 em Old Trafford com o Bournemouth, na oitava jornada da Premier League.

Depois de o United ter sido goleado em Como (4-1) na Liga dos Campeões a meio da semana, com Bruno Fernandes a ter criticado no final do jogo as decisões táticas do seu treinador, Michael Carrick, o treinador inglês decidiu manter o capitão português no banco dos "red devils", mas viveu um novo dia para esquecer contra os "cherries".

Rayan (38'), Marcus Tavernier (43') e o ex-FC Porto Evanilson (71') marcaram os golos da vitória do Bournemouth, que teve o ex-Benfica António Silva no onze inicial e segue na 13.ª posição da Liga inglesa, com nove pontos, tendo ultrapassado o Manchester United, que é 16.º, com sete, a apenas um ponto de distância da zona de descida.

As críticas de Bruno Fernandes e a resposta de Carrick

O Manchester United vive dias difíceis e a goleada sofrida frente ao Como (4-1), na quarta-feira, deixou marcas também fora das quatro linhas. No final do encontro, Bruno Fernandes e Michael Carrick "trocaram" declarações que expuseram visões diferentes sobre os problemas da equipa, numa altura em que o futuro do treinador está cada vez mais em discussão.

Os red devils somaram a quinta derrota em 11 jogos (agora seis em 12, com o desaire diante do Bournemouth) esta temporada, depois de uma exibição para esquecer no Estádio Giuseppe Sinigaglia. Substituído aos 67 minutos, Bruno Fernandes não escondeu a insatisfação com a abordagem tática, apontando o dedo à falta de pressão sobre o adversário.

"Foi uma decisão da equipa técnica não pressionar homem a homem e, por vezes, deixar espaço nas costas", afirmou o internacional português, numa análise que acabou por colocar as opções de Carrick no centro do debate.

Confrontado com as palavras do capitão, o treinador inglês não deixou passar a mensagem em claro e respondeu com críticas à atitude dos jogadores, defendendo que nenhum sistema tático pode resultar sem intensidade e compromisso.

"Na segunda parte, pressionámos parcialmente homem a homem e depois sofremos um golo dessa forma. Seja qual for o sistema ou a abordagem tática, se não correrem, se não correrem para a frente e para trás, não vão ganhar", atirou Carrick.

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