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Declarações de Marco Silva na antevisão ao Santa Clara-Benfica (segunda-feira, 18h45), da nona jornada da I Liga
Benfica já não marcava tanto no arranque há muitos anos: "É um bom sinal. Sabem que, independentemente dos golos marcados, gosto muito de não sofrer. É algo a que me fui habituando ao longo da carreira, conseguir incutir isto nos jogadores. Não há ninguém que consiga atacar bem se não tiver capacidade e não estiver preparado para defender. Não há ninguém que seja uma equipa sólida o suficiente se não tiver a capacidade de não sofrer golos. Fiquei muito satisfeito com o nosso resultado fora de casa com o Omonia, mas fiquei furioso com o golo que sofremos naquele jogo. Tem de haver equilíbrio em tudo o que fazemos. Mas sim, é um sinal muito bom. Mesmo com este número de golos marcados, temos tido a capacidade de criar mais. A eficácia em alguns jogos não foi ao nível a que pode ser. Muito satisfeito. Quando se recua tantos anos num clube como o Benfica, é sinal de que estamos a fazer as coisas bem, com uma identidade clara, que não muda muito de um jogo para outro. É um dos objetivos desde que cheguei: as pessoas sentirem que é o Benfica que está a jogar, independentemente de não fazermos tudo bem. Há um caminho muito grande a percorrer em todos os aspetos quanto ao que queremos para o Benfica. Satisfeito com a abertura dos jogadores. Há aspetos que temos sempre de melhorar. Mesmo equipas chamadas perfeitas têm muito a melhorar, imagine nós. É bom sinal eles sentirem que há muito a melhorar, mas que estamos no caminho certo."
Schjelderup e Rafa: "Não querendo entrar explicações muito profundas, porque algumas coisas tenho de guardar para nós. Em relação ao Rafa, foi um começo de época tremendo dele, em termos de números e qualidade. Quando um jogador na posição do Rafa e com a sua qualidade, se os números não são tão fortes, é algo de que se fala. Está mais do que preparado para isso, compete-nos a nós continuar a trabalhar com ele e a dar-lhe confiança para potenciar o seu futebol. É importante que, quando alguns não estão a um nível tão alto, outros possam aparecer e não haver um foco só numa posição ou numa zona. O objetivo é que os golos estejam espalhados por todos. Trabalhamos como equipa, o Rafa continua a dar o seu máximo em todos os jogos. Mesmo no último jogo tentou sempre ajudar e dar o seu melhor à equipa, é muito importante. A nossa confiança é que ele irá voltar ao seu melhor em termos de rendimento individual, em termos de números. Percebo a questão do Schjelderup. Após a paragem, jogou dois e não jogou um. Jogou com o Vitória, jogou o último jogo, não jogou com o Celtic. Prestianni também não jogou um jogo. Sei que está a falar mais para trás e da influência. Há uma questão que é clara. Tem a ver com o rendimento fenomenal do Prestianni à esquerda. Não gosto de individualizar, mas a maioria das vezes sabem a resposta. O Prestianni tem tido um início de época fenomenal, temos usado à esquerda porque é onde rende mais. Na época passada, não jogou à esquerda. Começou a ter um rendimento tremendo. É uma posição em que ele rende e é muito forte, muito agressivo no seu jogar, dá muita coisa boa à equipa. Também adoro o Schjelderup, é um talento grande que temos na nossa casa. É uma competição muito grande entre os dois. Quero muito que os dois estejam no onze, não vou esconder. Gostava muito de conseguir conciliar os dois ao mais alto nível no onze, é o meu objetivo porque são dois grandes talentos, mas quero tirar o maior rendimento dos dois. É esta a questão, a melhor forma de tirar o melhor rendimento dos dois, sabendo que a melhor posição dos dois é à esquerda. Compete-me a mim decidir. O meu objetivo, não vos escondo e espero consegui-lo da melhor forma possível, e olhando para o que é melhor para a equipa, conseguir conciliar os jogadores que melhor interpretam o que queremos no mesmo onze. Iremos ver quantas vezes vou conseguir conciliá-los e colocá-los ao melhor nível no onze do Benfica."