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“Ter conseguido manter a calma foi a chave da vitória”, diz o campeão mundial Iúri Leitão

Ciclista português, campeão mundial de omnium este sábado em Xangai, nos Mundiais de pista, sublinha que foi “necessário calcular bem” uma corrida que foi “renhida até ao fim”. O ouro chegou numa das “semanas mais duras” da sua carreira, apontou ainda

“Ter conseguido manter a calma foi a chave da vitória”, diz o campeão mundial Iúri LeitãoCréditos:HUGO DELGADO

O ciclista Iúri Leitão defendeu que “manter a calma foi a chave da vitória” na prova de omnium dos Mundiais de pista e da conquista da terceira medalha para Portugal em Xangai, na China, a primeira de ouro.

“É necessário calcular bem, porque existe grande equilíbrio entre todos os ciclistas. A corrida foi muito renhida até ao fim. Por isso, penso que ter conseguido manter a calma foi a chave da vitória”, observou o novo campeão mundial de omnium, em declarações aos canais de comunicação da União Ciclista Internacional (UCI).

Iúri Leitão, de 28 anos, venceu a vertente de scratch, foi terceiro classificado na corrida de ritmo e na de eliminação e confirmou o título na corrida por pontos, totalizando 143 pontos, mais 14 do que o belga Fabio van den Bossche e mais 28 relativamente ao alemão Tim Torn Teutenberg, que terminaram no segundo e terceiro lugares, respetivamente.

O ciclista português ainda sofreu um revés quando Van den Bossche deu uma volta de avanço ao pelotão, amealhando 20 pontos e o comando da prova, mas o português respondeu da mesma forma e recuperou o topo da classificação, que controlou com aparente à-vontade até ao fim.

“[Para ganhar] temos de ser frios e jogar bem as cartas limitadas que temos ao nosso alcance”, reforçou Iúri Leitão, que conquistou a quarta medalha em Mundiais de ciclismo de pista, depois do ouro obtido em 2023, em Glasgow (Escócia), também em omnium, da prata em 2021, em Roubaix (França), em eliminação, e do bronze em 2025, em Santiago do Chile, em scratch.

O ciclista explicou a reação emocionada no fim da prova, ao deitar-se sobre a pista a chorar compulsivamente abraçado à bandeira de Portugal, que já obteve o maior número de medalhas numa edição dos Mundiais, superando as duas que tinha arrebatado em 2022, em Saint-Quentin-en-Yvelines, na França, ambas de bronze.

“Foi uma das semanas mais duras que enfrentei na minha carreira. Fui muito stressante, enfrentámos muitos problemas, mas aqui estamos, uma semana depois, com o título. É um alívio retirar esta pressão toda de cima dos meus ombros e da minha equipa. Estamos muito orgulhosos e felizes”, desabafou.

O ciclista natural de Viana do Castelo tornou-se o terceiro português a subir ao pódio em Xangai, depois de Maria Martins e Miguel Salgueiro, que conquistaram as medalhas de bronze, respetivamente, em scratch, na quarta-feira, e na corrida por pontos, na sexta-feira.

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