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Visivelmente abatido após uma goleada sofrida com os italianos do Como, Michael Carrick apresentou-se diante dos jornalistas na antevisão ao próximo duelo dos Red Devils, na receção ao Bournemouth.
Carrick iniciou a conferência de imprensa de forma pouco habitual - com uma declaração de seis minutos, por iniciativa própria, em que o treinador disse que esta situação é «dolorosa», mas que não vai parar. «A dor vai servir de motivação e inspiração», garantiu.
Sem intenção de sair do cargo de treinador, Carrick foi ainda confrontado com a troca de palavras, via imprensa, com o capitão Bruno Fernandes, que questionou a estratégia de pressão da equipa contra o Como. Carrick vai mantê-lo como capitão.
«O mais importante para mim é a equipa, o plantel e a dinâmica no seio do plantel. Trata-se de um clube de futebol. Farei sempre o que for melhor para o clube», disse, de forma evasiva.
Bruno Fernandes foi notícia esta sexta-feira por outros motivos. A sua casa de Manchester foi alvo de um assalto durante o jogo realizado em Itália, algo que o treinador logicamente condenou.
«É uma situação terrível de se ouvir e de se viver. É óbvio que estamos a envidar todos os esforços para apoiar o Bruno e a sua família. Felizmente, não foram diretamente afetados, apesar de ser uma situação terrível. Não estou a minimizar a gravidade da situação de forma alguma. Estamos a fazer tudo para o apoiar», garantiu.
O Manchester United, 13.º na tabela, tem mais um ponto do que o Bournemouth de António Silva, que soma seis.