flag
back Voltar
V. Guimarães revela contas do exercício 2025/26, que fechou com resultado negativo
Vitória SC

Exercício 2025/26 do V. Guimarães encerrou com um resultado líquido negativo de 11,06 milhões de euros

O Vitória de Guimarães apresentou esta sexta-feira o relatório e contas relativo ao exercício da temporada 2025/26, que encerrou a 30 de junho. Há um resultado líquido negativo de 11,06 milhões de euros, comparativamente ao resultado positivo de 7,36 milhões de euros de 2024/2025.

Há a destacar, também, uma subida do passivo para 85 milhões e 298 mil euros, mais 16 milhões e 459 mil euros do que a 30 de junho de 2025.

Houve uma descida de 33% nos rendimentos operacionais, a porção dos rendimentos que não inclui transferências de jogadores. Os vimaranenses explicam a redução de 22,7 para 15,1 ME com a variação dos rendimentos oriundos da UEFA, que se fixaram nos 9,44 ME em 2024/25, fruto da participação na Liga Conferência, para 1,19 ME na época transata, na qual se ausentaram das competições europeias.

O clube minhoto garantiu 22,8 ME adicionais nos rendimentos com transferências de jogadores, sobretudo as de Diogo Sousa para os franceses do Estrasburgo, por um valor bruto de 11 ME, e do Noah Saviolo para os turcos do Trabzonspor, por 11,5 ME brutos, mas os custos e amortizações com direitos de atletas diminuíram esse valor para os 12,6 ME, bem abaixo dos 22,8 ME de 2024/25.

Os rendimentos operacionais e os encaixes com passes de jogadores foram, assim, insuficientes para colmatar os gastos operacionais, que subiram 0,7%, dos 32,9 para os 33,1 ME.

O Vitória de Guimarães explica a estabilidade dos gastos com "a redução dos custos associados à participação nas competições europeias, nomeadamente deslocações e logística" e com "o aumento dos encargos decorrentes da reestruturação do plantel, particularmente com rescisões contratuais e com "encargos com prémios desportivos".

Além do saldo negativo de 5,4 ME entre rendimentos e gastos, o peso de juros, impostos e "efeitos contabilísticos" agravou o resultado líquido para os 11 ME.

A nível patrimonial, a SAD vitoriana continua em falência técnica, com um capital próprio negativo que se agravou, dos 25,8 para os 36,8 ME, e o passivo total a aumentar dos 68,9 para os 85,3 ME, enquanto o ativo subiu dos 43,1 para os 48,5 ME.

Os vimaranenses salientam que o passivo líquido é de 57,1 ME, após "a dedução dos saldos de clientes, inventários e disponibilidades financeiras", um valor, ainda assim, superior aos 48,2 ME no final de 2024/25.

V. Guimarães revela contas do exercício 2025/26, que fechou com resultado negativo

"O resultado operacional global, incluindo as operações com direitos de atletas, situou-se em 5,41 milhões de euros negativos, face aos 12,16 milhões de euros positivos registados no exercício anterior. Considerando os resultados financeiros, negativos em 5,60 milhões de euros, e os restantes efeitos contabilísticos, o exercício encerrou com um resultado líquido negativo de 11,06 milhões de euros, comparativamente ao resultado positivo de 7,36 milhões de euros de 2024/2025. Em termos patrimoniais, o ativo total da Sociedade ascendeu a 48,47 milhões de euros, enquanto o passivo se situou em 85,30 milhões de euros, determinando capitais próprios negativos de 36,83 milhões de euros. Considerando a dedução ao passivo dos saldos de clientes, inventários e disponibilidades financeiras, o passivo líquido situou-se em 57,13 milhões de euros, face aos 48,22 milhões de euros registados no final do exercício anterior", lê-se em comunicado.

"Os rendimentos operacionais ascenderam a 15,10 milhões de euros, face aos 22,69 milhões de euros do exercício anterior, representando uma redução de 33,4%. Esta evolução foi determinada essencialmente pela diminuição dos rendimentos provenientes da UEFA, que passaram de 9,44 milhões de euros em 2024/2025 para 1,19 milhões de euros em 2025/2026, uma quebra de 8,25 milhões de euros, em consequência da ausência de participação nas competições europeias. Excluindo os rendimentos provenientes da UEFA, os restantes rendimentos operacionais registaram um crescimento de aproximadamente 0,66 milhões de euros, equivalente a 5,0% face ao exercício anterior. Os gastos operacionais ascenderam a 33,10 milhões de euros, face aos 32,88 milhões de euros do exercício anterior, representando um aumento de 0,7%. Esta evolução reflete dois efeitos distintos: por um lado, a redução dos custos associados à participação nas competições europeias, nomeadamente deslocações e logística; por outro, o aumento dos encargos decorrentes da reestruturação do plantel, particularmente com rescisões contratuais, bem como os encargos com prémios desportivos. A conjugação destes fatores contribuiu para a relativa estabilidade dos gastos operacionais, apesar das alterações significativas na sua composição", explica o clube vimaranense.

"A conjugação da redução dos rendimentos operacionais com a manutenção do nível de gastos traduziu-se num agravamento do resultado operacional excluindo operações com direitos de atletas, que se situou em 18,00 milhões de euros negativos, representando um agravamento de 7,30 milhões de euros face ao exercício anterior. Esta evolução evidencia o impacto da redução das receitas das competições europeias, conjugado com os encargos extraordinários associados à reestruturação do plantel. No que respeita às operações com direitos de atletas, destacaram-se as transferências de Diogo Sousa e Noah Saviolo, concretizadas no final da época desportiva, que representaram, em conjunto, 22,5 milhões de euros em valores fixos brutos de transferência. Os rendimentos com direitos de atletas totalizaram 22,79 milhões de euros, aos quais foi deduzido um ajustamento de 3,02 milhões de euros decorrente da aplicação do critério contabilístico do custo amortizado, resultando em rendimentos reconhecidos de 19,77 milhões de euros, menos 8,53 milhões de euros do que no exercício anterior. Considerando os restantes gastos e amortizações associados, estas operações contribuíram positivamente para os resultados operacionais em 12,59 milhões de euros, uma redução de 10,27 milhões de euros face a 2024/2025", detalham os conquistadores.

"A dimensão financeira das operações de transferência de atletas, conjugada com os prazos de recebimento e pagamento contratualmente acordados, tornou material o impacto da aplicação do critério contabilístico obrigatório do custo amortizado. Trata-se de um ajustamento de natureza exclusivamente contabilística, baseado num cálculo financeiro que determina o valor atual dos montantes a receber ou a pagar em datas futuras. Assim, a redução de 3,02 milhões de euros agora refletida nos rendimentos com direitos de atletas não representa uma perda efetiva de receita, nem altera os valores contratualmente acordados. A componente correspondente à atualização dos créditos a receber será reconhecida progressivamente como rendimento financeiro nos exercícios seguintes, à medida que se aproximam as respetivas datas de recebimento. A materialidade deste ajustamento determinou igualmente a necessidade de reexpressão das contas de exercícios anteriores. Neste processo foram também identificadas e corrigidas outras situações contabilísticas, cuja natureza e impacto serão detalhados aquando da publicação integral do Relatório e Contas", refere o V. Guimarães.

O balanço da temporada

"O exercício ficou marcado pela ausência de participação nas competições europeias e por um processo de reestruturação do plantel da equipa principal, assente numa aposta em jogadores mais jovens, com maior potencial de valorização futura. Esta opção estratégica implicou riscos desportivos e um aumento dos encargos associados à reestruturação, nomeadamente com rescisões contratuais e investimento na renovação do plantel. No plano desportivo, o desempenho no campeonato nacional ficou aquém dos objetivos estabelecidos, não tendo sido alcançado o apuramento para as competições europeias. A época ficou também marcada pela conquista da Taça da Liga, um feito de especial significado para o Vitória Sport Clube, que enriquece o seu palmarés e constitui um enorme motivo de orgulho para todos os vitorianos", começou por referir o emblema da cidade berço.

Um novo modelo de gestão

"O encerramento do exercício de 2025/2026 marca também o final de um ciclo de gestão na Vitória SC - Futebol, SAD. O balanço da época ficou aquém dos objetivos, tanto no plano desportivo como no económico-financeiro. Iniciou-se, entretanto, um novo ciclo de gestão, assente numa maior prudência na utilização dos recursos e no rigor das decisões de investimento, com especial enfoque numa redução efetiva dos gastos, na racionalização da estrutura de custos da Sociedade e numa gestão mais criteriosa da dimensão e dos encargos associados ao plantel. A valorização dos ativos desportivos continuará a ser um pilar fundamental da estratégia, mas acompanhada de uma exigência acrescida quanto à eficiência dos recursos utilizados e ao retorno económico e desportivo dos investimentos realizados. O objetivo é assegurar as condições necessárias à continuidade da atividade da SAD, através de um modelo de gestão financeiramente sustentável, mais eficiente na utilização dos recursos e mais exigente quanto ao retorno dos investimentos, sem abdicar da ambição desportiva do Vitória SC", termina o comunicado.

Você pode gostar

Em plena polémica, Cristiano Ronaldo faz investimento milionário em Portugal: tudo o que se sabe ...

iol.pt 1 dia atrás

Antigo presidente do Boavista morre de forma súbita aos 50 anos: Já se sabe a causa

mag.sapo.pt 17 horas atrás

Raphinha regressa de lesão e revela: «Eu sabia que ia sair do Barça… e depois chegou o Flick»

sapo.pt 18 horas atrás

Prestianni impressiona no Benfica e apenas é superado por Messi

ojogo.pt 17 minutos atrás

Vinícius sem perdão: comité de Apelo mantém castigo de quatro jogos e deixa Mourinho em polvorosa

sapo.pt 18 horas atrás

Faleceu Vítor Murta, ex-presidente do Boavista

sapo.pt 18 horas atrás

O plano do Sporting para a posição de guarda-redes nos próximos anos

sapo.pt 19 horas atrás

Capitão do Chelsea só volta em 2027

blogvisaodemercado.pt 18 horas atrás