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Celtic, Liverpool, PSG, Maccabi Haifa, Toulouse, FC Porto, Sporting, enfim. A lista de clubes começa a ser demasiado extensa para continuar a ser tratada como episódios isolados.
Desta vez foram os escoceses do Celtic. Relatam revistas excessivas, intimidação policial e dificuldades no acesso ao estádio. Não é propriamente a recordação que se espera levar de uma noite europeia em Lisboa. Logo eles, que têm uma devoção tão grande pela capital.
Algumas das queixas são contra a polícia, outras são dirigidas aos stewards da empresa de segurança que faz as revistas.
Sempre as revistas.
Já houve denúncias na PSP, já houve protestos formais junto da UEFA, já surgiu até um comunicado do Rangers a avisar os próprios adeptos para a agressividade com que se revista as pessoas na Luz.
A fama persegue o Benfica, portanto.
Mas o mais preocupante nem é isso: é que esta história já foi contada demasiadas vezes. E isso, sim, devia preocupar qualquer pessoa decente e responsável. Qualquer pessoa educada, honesta e digna. Porque um adepto não pode ser tratado à partida como um delinquente e uma revista de segurança não pode transformar-se numa experiência humilhante.
Nenhum adepto de bem quer isso.
Claro que a segurança é indispensável. Claro que ninguém quer regressar aos tempos em que assistir a um jogo de futebol podia representar um risco sério.
Mas o que falamos aqui é mais do que apenas isso: é um padrão que merece ser investigado.
O problema, aliás, está longe de ser um exclusivo do Estádio da Luz. O futebol português tem demasiadas vezes uma forma hostil de receber os adeptos visitantes. Mas no caso do Benfica, os relatos têm sido particularmente duros... e repetitivos.
Uma queixa pode ser um incidente. Duas podem ser uma coincidência. Quando a lista parece não ter fim, já se obriga a uma explicação.
Não é razoável tratar cada episódio como se fosse o primeiro.