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Depois de revelar que o onze do Sporting para o jogo com o LASK (20h00) é "exatamente o mesmo que jogou em Lens", Rui Borges fez uma mini-antevisão à partida desta noite, sublinhando que esses jogadores deram uma boa resposta e referindo que é importante "dar continuidade".
"[Escolhemos] Dentro do que perspetivámos do adversário e dentro do jogo com o Lens. As respostas foram boas, as sensações também, e achámos que faria sentido dar continuidade. Independentemente do adversário ser diferente, ter aqui uma ou outra coisa diferente. Estamos preocupados com os nossos comportamentos, com as nossas dinâmicas e merecem essa confiança", analisou, inicialmente, à Sporting TV.
O Sporting nunca venceu os três primeiros jogos na Liga dos Campeões. O que significaria conseguir isso hoje?
"Para mim seriam três pontos, honestamente... Fico feliz porque, de alguma forma, dou continuidade ao meu nome na história do Sporting aos poucos e isso deixa-me muito feliz. Todos queremos perceber que fizemos parte da história de um grande clube. Mas não olho para isso e às vezes nem sei desses recordes ou desses feitos. Apenas são três pontos importantes nesta caminhada. Sabemos que é dificílimo ganhar nesta Liga dos Campeões, sabemos o quão importante é ganhar em casa, e o ano passado foi um grande exemplo disso. Sabemos que damos um passo bom para garantir o objetivo do playoff e é nisso que estamos focados".
Como sente o grupo depois desta semana limpa de trabalho?
"Claramente que foi bastante positiva. Já tive a oportunidade de dizer isso ontem na antevisão. Foi positivo por dois motivos. A maioria dos jogadores estavam sobrecarregados e foi importante gerir essa carga. E o dar continuidade ao assimilar de comportamentos que queremos dentro de um jogo, que fazem parte da nossa ideia e do nosso modelo. É importante dar esse seguimento e continuidade. Numa semana limpa, acabamos por conseguir trabalhar dessa forma".
À Sport TV:
"Boas sensações no último jogo, uma semana limpa onde não houve a necessidade de estar tão preocupado com a gestão física, até porque vinham das seleções. Esta semana foi importante nesse sentido e as sensações foram boas, independentemente dos adversários serem um pouco diferentes. Estamos preocupados com o que somos e no que podemos fazer com os jogadores que temos em campo. Optámos por dar continuidade à equipa".
Kaique é novamente titular. Isto poderá querer dizer que há uma continuidade?
"Achámos por bem dar essa continuidade. Gostámos dos comportamentos, das sensações, daquilo que deu e fez sentir aos colegas. Optámos por essa decisão. Não quer dizer que seja um dado adquirido, até porque o Rui [Silva] também estava bem. Foi opção técnica".
Decisão de puxar Altimira para junto dos centrais frente ao Lens...
"Ia ouvindo uma ou outra coisa, acabamos por ir lendo ou ouvindo. A malta fala da mudança do sistema, mas não mudou absolutamente nada. Quando temos de defender a cinco, mudam as caras. Apenas isso. Muda o homem que baixa de uma posição para outra. Nesse caso foi o Sergi [Altimira]. Costumo dizer que comemos com os olhos, e acaba por dar algum conforto aos colegas olhar para lá e ver o Sergi. Tem um poder físico e atlético diferente do Iván [Fresneda] e do Geny [Catamo]. Se calhar dá outro conforto defensivo e mete outro respeito ao adversário. Acabam por ver lá um jogador alto, atlético, com boa qualidade técnica... Na parte defensiva dá esse conforto a quem está à volta dele e o adversário olha de outra forma. Depois, é um jogador que, nas pressões frontais, é fortíssimo. Mesmo a médio, é um jogador que recupera muitas bolas de frente. Claro que dá outros comportamentos que não estão tão enraizados, mas é muito importante para ele. Vai torná-lo ainda melhor jogador do que é já, se tiver esse crescimento em comportamentos defensivos. Ofensivamente, é importantíssimo ter Irankunda e Geny a fazer 30 metros e não 100. Maior frescura, mais desequilíbrios, e tentámos ajustar isso".
Nos treinos, o Irankunda dá a entender que pode ser o melhor marcador de livres que o Rui já orientou?
"Ele tem treinado bastante... Mas há muita malta a bater bem. Muito sinceramente. O problema às vezes é ganharmos livres ali perto da área... O Rodrigo [Zalazar] é um batedor exímio. Tem a força, a potência, a colocação, uma forma muito própria de bater na bola. Mas temos mais jogadores que têm treinado e acertado. E o Rodrigo tem uma capacidade grandíssima para a bola parada. Há malta a trabalhar nesse sentido e isso torna-os cada vez melhores".