Voltar
A continuidade de Cristiano Ronaldo na Seleção Nacional é a opção mais escolhida em Portugal e nos oito restantes países analisados num estudo do Iscte Executive Education e do IMR – Instituto de Marketing Research. No conjunto dos mercados, 44,2% dos inquiridos defendem que o avançado continue disponível para representar Portugal, deixando ao selecionador nacional a decisão sobre futuras convocatórias.
Escolha a Marketeer como fonte preferida no Google Escolher ›
Em Portugal, esta posição reúne 39,8% das respostas, segundo o inquérito realizado entre 13 e 18 de outubro de 2026, que recolheu 3.931 respostas em nove países. A alternativa mais escolhida é a realização de um último jogo de despedida com homenagem, defendida por 28,1% dos participantes portugueses.
Outras 11,3% das pessoas inquiridas em Portugal preferem uma homenagem num estádio, mas sem a participação de Ronaldo em campo. Já 7% consideram que o jogador não deve voltar a jogar pela Seleção nem receber uma homenagem da Federação Portuguesa de Futebol. Os restantes 13,7% não manifestam preferência.
A nível internacional, o apoio à continuidade do capitão varia entre 29,9% em Espanha e 47% no Brasil. O estudo abrange nove países que, em conjunto, representam 31% da população mundial.
A investigação analisou também o interesse pelo futebol e a notoriedade de figuras do desporto, entretenimento e lazer. Cristiano Ronaldo é a personalidade mais referida espontaneamente nos nove mercados, com 42,2% das referências, valor que sobe para 54,4% em Portugal. Lionel Messi ocupa a segunda posição, com 35,2% no conjunto internacional e 31,9% em Portugal.
O futebol desperta o interesse de 62,9% dos inquiridos nos países analisados. Em Portugal, a percentagem chega aos 86,5%, um dos valores mais elevados do estudo, próximo dos registados no México (86,3%) e no Brasil (86%).
A presença de Ronaldo é apontada por 56,1% dos participantes internacionais como uma das razões para acompanharem a Seleção Portuguesa, à frente da qualidade do futebol praticado, referida por 54,3%.
Em Portugal, porém, a principal motivação é a imagem positiva do país, mencionada por 53,6% dos inquiridos. A presença do capitão surge na sétima posição, com 26,9%.
O estudo distingue três perfis de adeptos da Seleção Nacional: os “convictos”, que acompanham regularmente a equipa; os “pontuais”, que seguem sobretudo as grandes competições; e os “pouco envolvidos”, cuja ligação é mais reduzida.
Em Portugal, 48% dos inquiridos integram o primeiro grupo, 35% acompanham a Seleção sobretudo nos grandes eventos e 17% revelam um envolvimento reduzido. No conjunto internacional, os adeptos pontuais representam 64,1% dos participantes, enquanto 33,5% são classificados como pouco envolvidos e 2,4% como convictos.