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O Manchester United foi derrotado em casa pelo Bournemouth por 3-0, somando o oitavo jogo sem vencer em todas as competições. Bruno Fernandes ficou no banco depois de ter criticado as escolhas táticas de Michael Carrick na Liga dos Campeões
O Manchester United, com Diogo Dalot a titular e Bruno Fernandes a não sair do banco de suplentes, somou este domingo o seu oitavo jogo sem vencer em todas as competições, perdendo por 3-0 em Old Trafford com o Bournemouth, na oitava jornada da Premier League.
Depois de o United ter sido goleado em Como (4-1) na Liga dos Campeões a meio da semana, com Bruno Fernandes a ter criticado no final do jogo as decisões táticas do seu treinador, Michael Carrick, o treinador inglês decidiu manter o capitão português no banco dos "red devils", mas viveu um novo dia para esquecer contra os "cherries".
Rayan (38'), Marcus Tavernier (43') e o ex-FC Porto Evanilson (71') marcaram os golos da vitória do Bournemouth, que teve o ex-Benfica António Silva no onze inicial e segue na 13.ª posição da Liga inglesa, com nove pontos, tendo ultrapassado o Manchester United, que é 16.º, com sete, a apenas um ponto de distância da zona de descida.
O Manchester United vive dias difíceis e a goleada sofrida frente ao Como (4-1), na quarta-feira, deixou marcas também fora das quatro linhas. No final do encontro, Bruno Fernandes e Michael Carrick "trocaram" declarações que expuseram visões diferentes sobre os problemas da equipa, numa altura em que o futuro do treinador está cada vez mais em discussão.
Os red devils somaram a quinta derrota em 11 jogos (agora seis em 12, com o desaire diante do Bournemouth) esta temporada, depois de uma exibição para esquecer no Estádio Giuseppe Sinigaglia. Substituído aos 67 minutos, Bruno Fernandes não escondeu a insatisfação com a abordagem tática, apontando o dedo à falta de pressão sobre o adversário.
"Foi uma decisão da equipa técnica não pressionar homem a homem e, por vezes, deixar espaço nas costas", afirmou o internacional português, numa análise que acabou por colocar as opções de Carrick no centro do debate.
Confrontado com as palavras do capitão, o treinador inglês não deixou passar a mensagem em claro e respondeu com críticas à atitude dos jogadores, defendendo que nenhum sistema tático pode resultar sem intensidade e compromisso.
"Na segunda parte, pressionámos parcialmente homem a homem e depois sofremos um golo dessa forma. Seja qual for o sistema ou a abordagem tática, se não correrem, se não correrem para a frente e para trás, não vão ganhar", atirou Carrick.