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Futebolista argentino de 32 anos tem acumulado polémicas relacionadas com consumo de droga e chegou a estar desaparecido uma semana
Brian Fernández, futebolista argentino de 32 anos que foi notícia inúmeras vezes por adição a drogas, uso de armas, por ter estado desaparecido e outros problemas disciplinares nos clubes por onde passou, abriu o coração numa entrevista comovedora ao youtuber Joaco Santos. Falou das negas a Maradona, de problemas com armas e drogas e de quando ficou cara a cara com Ibrahimovic na MLS.
Brian Fernández contou ainda uma situação a envolver armas que podia ter acabado mal, quando se cruzou com adeptos de um clube rival num bairro manhoso: "Eu sabia para onde ia e até onde isso me levaria. Fui para perder, parecia de propósito. Quis ir conhecer e acabei por conhecer mal. Quase me apanharam a tiro. Eu andava com um revólver naquele dia, mas decidi não usar nada. Tiraram-me a camisola e foi aí que as minhas coisas caíram. Apanhei-as, entrei no carro e fui-me embora, mas não me roubaram. Em Santa Fé, ninguém me rouba. Se me roubaram, foi porque eu não estava presente naquele momento. As coisas que me roubaram foram porque as tinha ali no carro, mas a mim nunca. Passei por covarde porque estava com uma pessoa a quem disse que não ia fazer nada. E porque respeito o bairro onde vou. Já se formos para outro lado, vemos como resolvemos isso. Essa foi a vez em que estive mais perto da morte ou de poder matar alguém. Sempre se disse que me queriam roubar, mas não sabem essa parte. Não me roubaste nada, meu. Não te saiu bem. Passei mesmo por uma situação de merda."
Brian Fernández não joga futebol profissional desde 2025, quando representou o Talleres de Remedios Escalada, mas ainda quer voltar a competir.
O Colón é o seu clube do coração e cumpriu o sonho de forma bizarra, mas revela que lá ficar arruinou a sua carreira, pois se tivesse ido para a Arábia Saudita podia ter seguido outro rumo futebolística e pessoalmente: "Estava em Portland a ganhar dinheiro, a viajar de um lado para o outro, sem problemas. Mas queria ver a final da Copa Sul-Americana do Colón, no Paraguai. Fiquei entusiasmado, apanhei um avião e vim para cá. Não cheguei à final, rescindiram-me o contrato e acabei por jogar no Colón, realizando um sonho; marquei um golo, mas não consegui o que tanto queria. Foram três anos em que tentei e tentei, mas não consegui avançar. Não consegui. Tinha um contrato de quatro anos em Portland, era o melhor pago, o jogador-símbolo do clube, compraram-me por 15 milhões de dólares e decidi ir-me embora. Foi aí que a minha carreira desabou de forma brutal. Houve uma quebra enorme, muito grave. Depois de Portland, surgiu uma oportunidade na Arábia Saudita, mas eu estava cego pelo Colón e não dei ouvidos ao Bragarnik [o seu empresário], porque se o tivesse feito, teria tomado outra decisão. Tive a oportunidade de salvar a minha carreira e a minha vida devido ao problema do consumo de drogas. Decidi seguir o caminho do problema, é assim que me sinto. Todas as noites fico a remoer e a pensar no que teria acontecido. Mas toda a gente se cansa."
Brian Fernández revelou ainda que deu nega a Maradona duas vezes: "Disse-lhe que não em duas ocasiões. Para ir para o Dorados de Sinaloa e para o Gimnasia La Plata. Devo ser o único na terra que lhe disse que não. Ele ligou-me a mim, ao Bragarnik (o seu agente), a toda a gente. Eu queria jogar no Colón, não no Gimnasia. Estava no Necaxa, ia para os Estados Unidos e não queria ir para Sinaloa. O Gordo estava zangado, ha. «Ei, não te zangues, Gordo». O que é que tem o facto de ser o Maradona? Respeito-o, adoro-o e tudo mais, mas não queria jogar lá."
Por último, falou do enfrentamento com Zlatan Ibrahimovic na MLS: "Estávamos a ganhar por 3-1 e a dar-nos ares de importantes. 'Diz aos teus colegas que vamos dar-lhes uma sova e a ti também.' Ele queria dar-lhes uma sova a todos. 'E a mim, o que me dizes?' Eu o que tinha a ver com isso? Ele ficou cara a cara comigo. Não consegui dizer nada, ele ficou ali à minha frente e eu borrei-me, meu. Não sabia o que aquele maluco me ia dizer. Falou comigo em espanhol. Eu tocava na bola e saltava. O Zlatan queria pressionar até o guarda-redes. Depois do jogo, deu-me a camisola dele. «Por seres respeitoso», disse-me ele."