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"O silêncio da bancada é o barulho da vossa vergonha" e "Na nossa casa teremos sempre lugar. CD [Conselho de Disciplina], nunca nos vão calar", leu-se em duas tarjas exibidas pela claque "Colectivo Ultras 95" no jogo desta quarta-feira entre FC Porto e Académico de Viseu.
Esta claque fica, habitualmente, num dos topos do Estádio do Dragão, mas hoje apareceu numa das arquibancadas.
Na sequência de um castigo imposto pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, tanto os "Colectivo Ultras 95" como os "Super Dragões" foram impedidos de estar presentes no duelo de hoje.
Na sequência de um processo disciplinar, relativo ao Sporting-FC Porto, da quarta jornada do campeonato da época passada, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol puniu o FC Porto com a pena de interdição dos setores correspondentes aos Grupos Organizados de Adeptos (Super Dragões e Coletivo Ultras 95) por um jogo.
A interdição, informou o clube, é para ser cumprida no embate frente ao Académico de Viseu, dos quartos de final da Taça da Liga.
Em causa, os festejos no momento do primeiro golo do FC Porto em que ocorreu uma quebra de vidros na zona onde estavam os adeptos visitantes, no piso superior da bancada, que acabaram por atingir os adeptos leoninos que estavam em baixo, com 17 destes a ficarem feridos.
Os Super Dragões, principal claque do FC Porto, emitiram um comunicado a criticar e repudiar a aplicação do castigo de interdição dos sectores das claques no Estádio do Dragão, que será cumprido na quarta-feira, na receção ao Ac. Viseu para a Taça da Liga. Um castigo que surge, recorde-se, na sequência de um incidente ocorrido no clássico com o Sporting, em Alvalade, na época passada.
"Um castigo absurdo, incompreensível e de uma injustiça gritante! Há factos que as entidades disciplinares parecem ignorar. 30 de agosto de 2025 - data dos acontecimentos no Sporting-FC porto, em Alvalade. Nesta data, não existíamos enquanto claque oficialmente reconhecida! Não tínhamos sequer associados, não recebíamos bilhetes, não tínhamos setores atribuídos e nem sequer podíamos utilizar faixas ou bandeiras! Os bilhetes para Alvalade foram vendidos exclusivamente a sócios do FC Porto, sem qualquer intervenção da nossa associação. Os setores agora interditados no Estádio do Dragão também não eram ocupados pela nossa claque à data dos factos, precisamente porque não existia qualquer protocolo com o clube! 1 de outubro de 2025 - só nesta data foi assinado o protocolo que formalizou a nossa relação institucional com o fc porto. Como podemos ser responsabilizados por acontecimentos ocorridos quando nem sequer existíamos enquanto estrutura reconhecida? Que justiça é esta? Que critérios são estes? Basta existir uma claque hoje para ser responsabilizada por tudo o que aconteceu ontem? Parece que, para quem aplica os castigos, as claques são sempre culpadas. Até quando não existiam!
Não desculpabilizamos comportamentos incorretos. A pessoa envolvida foi identificada e levada a tribunal. Mas recusamos que milhares de adeptos sejam penalizados indiscriminadamente. A atual Direção dos Super Dragões tem demonstrado, com atitudes, uma dedicação absoluta, respeito inabalável e lealdade incondicional ao FC Porto, construindo com a atual Direção do clube uma relação sólida de confiança, diálogo e união. O nosso compromisso com o fc porto é inquestionável! Assumimos as responsabilidades que nos pertencem. Jamais aceitaremos ser castigados por uma realidade em que não existíamos! Não pedimos privilégios. Exigimos justiça! Não aceitamos ser culpados por conveniência!".