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Yan Diomande vale agora, em outubro, mais 75 milhões de euros do que valia a 1 de janeiro. Na passagem de ano, ainda era jogador do RB Leipzig, hoje está no poderoso Real Madrid, após brilhar na Bundesliga até maio e mostrar qualidade acima da média no Mundial da América da Norte pela seleção da Costa do Marfim em junho.
O atacante, de meros 19 anos, foi o jogador que mais se valorizou em 2026, liderando uma lista que inclui um trio de vice-líderes, segundo os dados da rede Flashscore compilados pelo site Sportingpedia: Michael Olise, Khvicha Kvaratskhelia e Elliot Anderson cresceram 50 milhões cada. O último deles trocou o Nottingham Forest pelo Manchester City mas os outros dois mantiveram-se no Bayern, o francês, e no Paris Saint-Germain, o georgiano. Em valor, Anderson passou de 60 para 110 milhões, Olise de 130 para 180 e Kvaratskhelia de 90 para 140.
Logo a seguir, Junior Kroupi, que se manteve no Bournemouth e nem se estreou ainda pela seleção francesa, cresceu 48 milhões graças aos 13 golos pelo clube do sul da Inglaterra na Premier League.
Kroupi, com 20 anos, é exemplo de um padrão: dos 15 que mais se valorizaram, 12 têm menos de 23 anos. As exceções são os citados Olise, 24, e Kvaratskhelia, 25, além de Morgan Rogers, 24, que vem logo a seguir a Kroupi na lista ao valorizar-se 40 milhões depois de brilhar no Aston Villa e assinar pelo Chelsea.
Por outro lado, nove dos 15 no mínimo duplicaram o valor desde janeiro. Carlos Espí é o exemplo mais extremo: o jogador de 21 anos saltou de dois milhões de euros para 40 milhões de euros depois de se ter juntado ao Real Madrid, um aumento de 1900%.
Por países, a França tem quatro dos jogadores que mais valorizaram – além de Olise e Kroupi, também Rayan Cherki e Jérémy Jacquet – cujos valores aumentaram um total de 173 milhões de euros. Não há portugueses na lista.
No extremo oposto, Jamal Musiala sofreu a maior queda, perdendo 50 milhões de euros – de 130 para 80 milhões – durante um ano em que foi fustigado por graves lesões na perna e no tornozelo. O valor de Alexander Isak desceu 35 milhões de euros e os de Federico Valverde e de Rafael Leão 30 milhões de euros cada. O extremo da seleção às ordens de Jorge Jesus trocou o Milan pelo Galatasaray, após época e Mundial discretos.
Percentualmente, Dejan Kulusevski, outro atleta lesionado, sofreu a maior queda: de 45 para 17 milhões de euros, ou seja, 62,2%. As lesões ajudam às maiores quedas, uma vez que Xavi Simons, Frenkie de Jong e Cole Palmer, que passaram boa parte do ano a recuperar, também tiveram desvalorizações significativas.
Por clubes, o Manchester City tem no plantel três dos jogadores que mais valorizaram no ano: os já citados Anderson e Cherki e o marroquino Ayyoub Bouaddi. Já o Barcelona tem três jogadores entre os que mais desvalorizaram: Karim Adeyemi, Alejandro Baldé e De Jong. No rival Real Madrid, os extremos: Diomande e Espí registaram duas das maiores valorizações da temporada, enquanto Vinicius Junior e Federico Valverde perderam 20 e 30 milhões, respetivamente.