Voltar
Piers Morgan voltou a defender Cristiano Ronaldo e a atacar Jorge Jesus pela forma como o selecionador português tem gerido a situação do avançado. No programa Piers Morgan Uncensored, o jornalista inglês garantiu que o problema não está em Ronaldo exigir ser titular ou jogar 90 minutos, mas numa alegada quebra de compromissos assumidos entre jogador e treinador.
Segundo a versão apresentada por Morgan, Ronaldo teria recebido garantias de que jogaria os dois primeiros jogos da Liga das Nações e descansaria nos dois seguintes, tendo-lhe sido assegurado que faria os 90 minutos no primeiro encontro. Acabaria substituído aos 67 minutos.
«Ele ficou um pouco irritado. Depois, o treinador pediu-lhe desculpa e repetiu esse pedido de desculpa ao presidente da Federação, dizendo que iria explicar publicamente que aquilo não devia ter acontecido», afirmou contrariando o que disse Jorge Jesus no final do encontro diante da Noruega este domingo.
O jornalista inglês alega, porém, que Jesus acabou por fazer precisamente o contrário.
«O que ele faz é sair para uma conferência de imprensa e tentar diminuir e humilhar Ronaldo», acusou, referindo-se às declarações do selecionador sobre a necessidade de todos os jogadores cumprirem as mesmas regras.
O comentador inglês garante ainda que Jesus voltou a pedir a Ronaldo que jogasse cerca de 30 minutos frente à Noruega, depois de inicialmente estar previsto que descansasse.
«Ele disse: 'Quero-te durante 30 minutos contra a Noruega'. Ronaldo respondeu: 'Está bem, se é isso que queres, faço-o'. E depois ficou sentado. Aqueceu durante 25 minutos e nunca entrou. [...] Mais uma vez, ele ficou irritado com a falta de respeito», relatou.
O argumento de Piers Morgan é que Ronaldo não pretende ter tratamento especial dentro do campo.
«Cristiano não acha que deve ser titular em todos os jogos ou jogar 90 minutos. Não é disso que isto se trata», garantiu.
«É uma questão de lhe prometerem uma coisa e depois acontecer o contrário. É ser mandado aquecer e não ser utilizado, algo que ele considerou muito desrespeitoso», acrescentou.