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Enquanto as bancadas de Old Trafford pareceram estar ao lado de Michael Carrick - pelo menos gritaram o nome dele quando as equipas entraram em campo e mais tarde quando o Bournemouth fez o 3-0 -, a crítica em Inglaterra tomou mais o lado de Bruno Fernandes.
Os colunistas até entendem que Carrick tinha de deixar o capitão no banco, depois das críticas que Bruno Fernandes fez após o jogo com o Como, mas não entendem porque não entrou, numa altura em que a equipa estava a ser humilhada e precisava dele.
«Deixar de fora o capitão, o homem que manteve a equipa unida durante a maior parte dos últimos cinco anos, é uma jogada ousada por parte de alguém cujo cargo está em risco. Foi uma decisão decisiva por parte de Michael Carrick deixar Bruno Fernandes de fora do jogo contra o Bournemouth. Não resultou, e Carrick sabia quais seriam as consequências caso falhasse e provavelmente pagará o preço por isso. Fernandes tem estado muito longe do seu melhor nesta época, com três golos e uma assistência na Premier League, todos num único jogo contra o Ipswich. Teria sido justificável dar a outro jogador uma oportunidade na posição de número 10, especialmente quando o plantel conta com demasiadas opções com esse perfil. Mas, por outro lado, ninguém no United está em forma, pelo que manter Bruno Fernandes faria mais sentido. O United venceu quase metade dos jogos da Premier League em que eles foi titular desde que chegou em 2020, e menos de um terço quando ele está ausente.»
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«O Manchester United está muito aquém do nível necessário. Já elogiei muito o Carrick, mas agora não o vou elogiar - ele tinha de colocar o Bruno Fernandes a jogar ao intervalo. Não me interessa qual é a situação, ele estão a perder por 2-0, tinha de entrar. Compreendo a entrada do Matheus Cunha, mas eu também teria colocado o Bruno a jogar. Se querem deixar claro que não contam com o Bruno Fernandes por causa dos comentários que ele fez, basta deixá-lo fora da convocatória. Tê-lo no banco expõe-no a críticas. Sejam honestos, não digam que foi uma decisão tática. Fizeram-no por causa dos comentários que ele fez.»
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«Acho que, se as sanções contra o Lisandro Martinez tivessem sido as corretas, não tenho a certeza de que o Bruno tivesse dito aquilo depois do jogo contra o Como. Trata-se de limites e de ter de estabelecer limites para a própria equipa, para que coisas assim não aconteçam. E agora, ter dois jogadores experientes, no espaço de seis dias, a atacar o diretor desportivo, os proprietários, o treinador e a equipa técnica é simplesmente embaraçoso. É um verdadeiro circo. Se querem castigar Bruno Fernandes, deixem-no em casa, ele não precisa de estar no banco. É mais uma espécie de meio castigo. Ele vai ficar atrás do Carrick e acho que não devia estar lá, ponto final.»
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«Carrick não tinha, na verdade, outra opção. O treinador principal do United afirmou antes do jogo que a sua escolha de equipa foi uma decisão puramente futebolística. Mas deixar o seu capitão no banco e não o colocar em campo enquanto a confusão se desenrolava à sua frente, teve de ser uma mensagem clara sobre o desafio à sua autoridade lançado pela entrevista de Bruno Fernandes, após a derrota por 4-1 frente ao Como, a meio da semana. Foi a decisão certa? O resultado sugere que não, mas então o que mais poderia o treinador principal, sob pressão, ter feito? Não há garantias - ainda mais tendo em conta a forma de Bruno Fernandes esta época - de que o resultado tivesse sido diferente se ele tivesse jogado. Carrick sabia que, se o jogo corresse mal, as câmaras de televisão focariam Bruno no banco e a discussão centrar-se-ia nisso. Mas ele fez a sua escolha. Pode ter sido a última grande decisão que toma como treinador principal do United, mas optou por não escolher a opção mais fácil de manter Bruno Fernandes na equipa.»