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Avançado já jogou meia hora em Sevilha, onde voltou aos golos, e apresenta a candidatura ao onze na receção ao PSV. Samu quebrou um jejum de 262 dias sem festejar - fruto da grave lesão -, confirmando todos os atributos. Tornou-se no segundo portista mais rápido de sempre a marcar na Liga dos Campeões.
Quase nove meses depois, Samu voltou a sorrir, ainda que tenha saído de Sevilha com um sabor agridoce. A derrota do FC Porto perante o Bétis acaba por minimizar a euforia que sentiu quando, dois minutos após ter entrado, deixou a equipa em vantagem. Na véspera, o avançado tinha dito que sentia que o momento em que voltaria a marcar não tardaria e, quis o destino, isso aconteceu com a família e os amigos de infância na bancada de um estádio que fica a poucos minutos de distância do bairro de Nérvion.
262 dias após ter festejado contra o Gil Vicente (26 de janeiro deste ano), de grande penalidade, Samu voltou a fazer o que mais gosta, com um remate potente à entrada da área que lhe valeu a distinção de "golo do dia" para a UEFA. "Sem Ti, nada é possível, meu Senhor! Confiança máxima nesta equipa! Juntos até ao fim. Obrigado a todos os nossos adeptos por nos apoiarem até ao último minuto", reagiu nas redes sociais.
Samu admitiu sentir-se melhor do que antes da grave lesão que sofreu e o próximo passo será a titularidade. O FC Porto volta a jogar para a Liga dos Campeões na terça-feira, recebendo o PSV, e o espanhol poderá ser uma das novidades no onze, caso Francesco Farioli entenda que a condição física o permita. Desde que foi considerado apto para a competição, Samu tem somado cada vez mais minutos. Começou com seis no clássico com o Benfica, 24 com o Marítimo e 31 com o Bétis.
Em Sevilha, além de todas as emoções que o levaram a festejar de forma efusiva - mostrou uma camisola a dizer que pertence a Jesus -, Samu tornou-se o segundo jogador mais rápido de sempre na história do FC Porto a marcar na Liga dos Campeões. Nas últimas duas épocas, já com o espanhol no plantel, os dragões competiram na Liga Europa e só agora regressaram à maior prova continental, mas o avançado não jogou com o Manchester City, adiando a estreia para a deslocação à Andaluzia. E foi aí que marcou, aos 61", apenas dois minutos após ter rendido André Silva na equipa.
Foi o suficiente para inscrever o nome na lista de marcadores portistas na Liga dos Campeões, mas, ainda assim, não foi o mais rápido de sempre. Esse recorde pertence a um herói quase anónimo. O único golo que o lateral-esquerdo Lino fez de azul e branco vai continuar nos livros. O brasileiro entrou aos 90"+1" no triunfo sobre o Fenerbahçe, a 17 de setembro de 2008, e, apenas um minuto depois, estabeleceu o resultado final, 3-1.